IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
A colecistostomia é um recurso terapêutico pouco utilizado, mas existem situações em que sua realização pode salvar vidas. Assinale a alternativa que indica a MELHOR situação para utilização desse recurso.
Colecistostomia é ideal para colecistite aguda alitiásica em paciente séptico, instável, com alto risco cirúrgico.
A colecistostomia percutânea é uma opção de tratamento menos invasiva para pacientes com colecistite aguda, especialmente a forma alitiásica, que estão gravemente enfermos, sépticos e com alto risco cirúrgico para uma colecistectomia. Ela permite a drenagem da vesícula biliar, aliviando a inflamação e a sepse, sem a necessidade de cirurgia maior.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por cálculos (colecistite litiásica). No entanto, a colecistite aguda alitiásica, embora menos comum, é uma condição grave que afeta principalmente pacientes criticamente enfermos, como aqueles em terapia intensiva, com sepse, trauma ou queimaduras. Nesses pacientes, a estase biliar, isquemia e inflamação sistêmica contribuem para o desenvolvimento da doença. O tratamento padrão para colecistite aguda é a colecistectomia, preferencialmente laparoscópica. Contudo, em pacientes gravemente enfermos, com alto risco cirúrgico ou instabilidade hemodinâmica, a colecistectomia pode ser contraindicada ou associada a alta morbimortalidade. Nesses cenários, a colecistostomia percutânea surge como uma alternativa salvadora de vidas. A colecistostomia envolve a drenagem da vesícula biliar através de um cateter inserido percutaneamente, sob orientação de imagem. Este procedimento descompressivo alivia a inflamação e a sepse, permitindo a estabilização do paciente. Uma vez estabilizado, o paciente pode ser submetido à colecistectomia eletiva em um momento mais oportuno, ou, em alguns casos, o cateter pode ser removido sem cirurgia posterior se a condição subjacente for resolvida.
É a melhor opção em pacientes com colecistite aguda alitiásica que estão sépticos, instáveis hemodinamicamente, ou com comorbidades graves que os tornam de alto risco para cirurgia, visando a estabilização.
A colecistite alitiásica ocorre sem a presença de cálculos biliares e é frequentemente associada a pacientes gravemente enfermos, enquanto a litiásica é causada pela obstrução do ducto cístico por cálculos.
Não, geralmente é uma ponte para estabilização do paciente. A colecistectomia pode ser realizada posteriormente, quando o paciente estiver em melhores condições clínicas, ou o cateter pode ser removido se a condição subjacente for resolvida.
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