UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Médico atende no ambulatório uma mulher de 41 anos, com sobrepeso e dislipidemia, com quadro clínico compatível com episódios de cólica biliar nos últimos 3 meses. Ele pensa em colecistopatia calculosa como principal hipótese diagnóstica. No último episódio, há 2 semanas, realizou tomografia computadorizada de abdome sem contraste, mostrando vesícula biliar e vias biliares dentro da normalidade. Para prosseguir na investigação desse caso, qual exame deve ser solicitado?
Suspeita de colecistopatia calculosa → Ultrassonografia de abdome total é o exame de escolha para identificar cálculos biliares.
A ultrassonografia de abdome total é o método de imagem mais sensível e específico para detectar cálculos na vesícula biliar, sendo o exame de primeira linha na investigação de colecistopatia calculosa. A tomografia computadorizada sem contraste tem baixa sensibilidade para cálculos biliares, que muitas vezes não são radiopacos.
A colecistopatia calculosa, ou colelitíase, é uma condição comum caracterizada pela presença de cálculos na vesícula biliar. É frequentemente assintomática, mas pode manifestar-se como cólica biliar, colecistite aguda, coledocolitíase ou pancreatite biliar. A identificação dos fatores de risco, como sobrepeso e dislipidemia, é importante na suspeita diagnóstica. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio na composição da bile, levando à precipitação de colesterol ou bilirrubinato. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de cólicas biliares. A tomografia computadorizada, embora útil em outras condições abdominais, tem baixa sensibilidade para cálculos biliares não calcificados. A ultrassonografia de abdome total é o exame de escolha para confirmar a presença de cálculos biliares devido à sua alta sensibilidade, especificidade, baixo custo e não invasividade. O tratamento definitivo para pacientes sintomáticos é a colecistectomia.
Os sintomas incluem cólica biliar (dor intensa no hipocôndrio direito ou epigástrio, irradiando para dorso/ombro direito, geralmente pós-prandial), náuseas e vômitos.
A ultrassonografia tem alta sensibilidade para detectar cálculos biliares, mesmo os não calcificados (radiotransparentes), que frequentemente não são visíveis na tomografia computadorizada sem contraste.
Fatores de risco incluem sexo feminino, idade avançada, obesidade, dislipidemia, gravidez, perda rápida de peso, uso de estrogênios e algumas doenças gastrointestinais.
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