Colecistopatia Calculosa: Complicações e Tratamento

UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021

Enunciado

Os cálculos biliares estão entre as doenças gastrointestinais mais comuns que exigem hospitalização. Em relação à colecistopatia calculosa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). () o tratamento cirúrgico é o padrão ouro. () como complicações, pode-se citar pancreatite aguda biliar, colecistite aguda, coledocolitíase. () o íleo biliar é comum e acontece em 25% dos quadros agudos. () a presença de icterícia deve ser sempre investigada porque corresponde a coledocolitíase quase na totalidade dos casos. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

Alternativas

  1. A) V, V, F, F
  2. B) V, F, F, F
  3. C) V, F, V, V
  4. D) F, V, F, F
  5. E) F, F, V, F

Pérola Clínica

Colecistopatia calculosa: Cirurgia é padrão ouro. Complicações incluem pancreatite e coledocolitíase. Íleo biliar é raro.

Resumo-Chave

A colecistopatia calculosa sintomática tem a colecistectomia como tratamento padrão ouro. Suas complicações incluem colecistite aguda, coledocolitíase e pancreatite biliar. O íleo biliar é uma complicação rara, não comum, e a icterícia, embora sugira coledocolitíase, não é exclusiva dessa condição.

Contexto Educacional

A colecistopatia calculosa, ou presença de cálculos biliares na vesícula biliar, é uma das doenças gastrointestinais mais prevalentes, frequentemente assintomática, mas que pode levar a quadros agudos e complicações graves. O conhecimento de sua fisiopatologia, diagnóstico e manejo é fundamental para a prática médica, especialmente em emergências cirúrgicas. Para pacientes sintomáticos, o tratamento cirúrgico, especificamente a colecistectomia (remoção da vesícula biliar), é considerado o padrão ouro. A cirurgia laparoscópica é a abordagem preferencial devido à menor morbidade e tempo de recuperação. As complicações da colelitíase são diversas e incluem colecistite aguda (inflamação da vesícula), coledocolitíase (migração de cálculos para o ducto biliar comum), colangite (infecção das vias biliares) e pancreatite aguda biliar (inflamação do pâncreas causada pela obstrução do ducto biliar). É importante ressaltar que o íleo biliar, embora uma complicação grave, é raro, ocorrendo em uma pequena fração dos casos de colecistite aguda. A icterícia, por sua vez, é um sinal que sempre deve ser investigado em pacientes com colecistopatia, pois pode indicar coledocolitíase ou outras obstruções biliares, como a síndrome de Mirizzi, mas não corresponde à coledocolitíase na totalidade dos casos. A avaliação completa com exames de imagem (ultrassonografia, colangiopancreatografia por ressonância magnética - CPMR) é essencial para o diagnóstico diferencial e a conduta adequada.

Perguntas Frequentes

Qual é o tratamento padrão ouro para a colecistopatia calculosa sintomática?

O tratamento padrão ouro para a colecistopatia calculosa sintomática é a colecistectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A cirurgia remove a vesícula biliar e, consequentemente, a fonte dos cálculos.

Quais são as principais complicações da colecistopatia calculosa?

As principais complicações incluem colecistite aguda (inflamação da vesícula), coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum), colangite (infecção das vias biliares) e pancreatite aguda biliar (inflamação do pâncreas causada por cálculo biliar).

O que é íleo biliar e qual sua frequência?

O íleo biliar é uma complicação rara da colecistopatia calculosa, onde um cálculo biliar grande erode a parede da vesícula e do intestino (geralmente duodeno ou jejuno), causando uma fístula e obstrução intestinal. Sua incidência é baixa, ocorrendo em menos de 1% dos casos de colecistite aguda.

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