Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
Em mulher com colecistopatia sendo acompanhada com conduta expectante, o método anticoncepcional contraindicado é:
Anticoncepcional oral combinado (estrogênio) é contraindicado em colecistopatia devido ao risco de agravar a doença biliar.
Anticoncepcionais orais combinados, que contêm estrogênio, são contraindicados em mulheres com colecistopatia (como colelitíase sintomática ou colecistite) devido ao potencial de o estrogênio alterar a composição da bile e a motilidade da vesícula biliar, aumentando o risco de exacerbação da doença ou formação de novos cálculos.
A escolha do método anticoncepcional em mulheres com comorbidades exige uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. A colecistopatia, que engloba condições como colelitíase (cálculos na vesícula biliar) e colecistite, é uma condição que pode ser influenciada por hormônios sexuais. Os anticoncepcionais orais combinados (AOCs), que contêm estrogênio e progesterona, são conhecidos por aumentar o risco de colelitíase e de exacerbação de doenças biliares preexistentes. O estrogênio, em particular, altera a composição da bile, aumentando a saturação de colesterol e diminuindo a motilidade da vesícula biliar, o que favorece a formação de cálculos e pode precipitar crises de colecistite. Em contraste, métodos contraceptivos que contêm apenas progesterona (como injetáveis trimestrais, implantes subdérmicos ou o DIU de levonorgestrel) não apresentam o mesmo risco para a vesícula biliar e são geralmente considerados seguros para mulheres com colecistopatia. Residentes devem estar cientes dessas contraindicações para oferecer a melhor orientação e garantir a segurança de suas pacientes.
Os anticoncepcionais orais combinados contêm estrogênio, que pode alterar a composição da bile, aumentando a saturação de colesterol e diminuindo a motilidade da vesícula biliar, o que favorece a formação de cálculos e a exacerbação de colecistopatias.
Métodos que contêm apenas progesterona (como injetáveis trimestrais, implantes ou DIU de levonorgestrel) ou métodos não hormonais (como DIU de cobre e métodos de barreira) são geralmente considerados seguros, pois não têm o componente estrogênico que afeta a bile.
O estrogênio aumenta a secreção de colesterol na bile e diminui a secreção de ácidos biliares, além de reduzir a motilidade da vesícula biliar, fatores que contribuem para a litogênese e o risco de colecistite.
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