SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
A incidência de colecistolitíase em pacientes cirróticos é duas a três vezes maior que em pacientes não cirróticos e vários motivos contribuem para essa maior incidência. Marque a alternativa INCORRETA sobre os motivos que contribuem para a incidência dessa patologia nos pacientes cirróticos:
Cirrose ↑ risco de colecistolitíase por hemólise, ↓ motilidade e esvaziamento da vesícula biliar, e insuficiência hepática.
Pacientes cirróticos têm maior risco de colecistolitíase devido a alterações na composição da bile (mais litogênica), hemólise por hiperesplenismo (cálculos pigmentados) e disfunção da motilidade da vesícula biliar. A Síndrome de Budd-Chiari não é um fator direto para a formação de cálculos biliares.
A colecistolitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum na população geral, mas sua incidência é notavelmente maior em pacientes com cirrose hepática. Essa associação é clinicamente relevante, pois a colecistolitíase pode levar a complicações como colecistite aguda, coledocolitíase e pancreatite biliar, que podem ser mais graves e de difícil manejo em um paciente já comprometido pela cirrose. Compreender os fatores de risco específicos é fundamental para a vigilância e o manejo desses pacientes. Vários mecanismos fisiopatológicos contribuem para o aumento do risco de colecistolitíase em cirróticos. A hemólise intravascular, frequentemente associada ao hiperesplenismo secundário à hipertensão portal, aumenta a carga de bilirrubina não conjugada, predispondo à formação de cálculos pigmentados. Além disso, a disfunção hepática altera a composição da bile, tornando-a mais litogênica, e a motilidade da vesícula biliar é frequentemente diminuída, resultando em estase biliar e maior tempo para a formação de cálculos. A diminuição do esvaziamento da vesícula biliar também é um fator contribuinte. É importante diferenciar os fatores diretos de risco para colecistolitíase de outras complicações da cirrose. A Síndrome de Budd-Chiari, caracterizada pela oclusão do fluxo venoso hepático, embora seja uma condição grave que afeta o fígado, não está diretamente implicada nos mecanismos de formação de cálculos biliares. Portanto, para residentes, é crucial ter clareza sobre os mecanismos específicos que ligam a cirrose à colecistolitíase para um diagnóstico e manejo adequados.
Pacientes cirróticos têm maior risco devido a fatores como hemólise intravascular por hiperesplenismo (levando a cálculos pigmentados), diminuição da motilidade e esvaziamento da vesícula biliar, e alterações na composição da bile devido à insuficiência hepática, tornando-a mais litogênica.
A insuficiência hepática altera a síntese e secreção de ácidos biliares e colesterol, resultando em uma bile mais supersaturada e litogênica, o que favorece a precipitação de cristais e a formação de cálculos biliares.
A Síndrome de Budd-Chiari, que é a oclusão das veias hepáticas, não é um fator direto que contribui para a formação de colecistolitíase. Embora seja uma doença hepática grave, seus mecanismos não impactam diretamente a composição da bile ou a motilidade da vesícula biliar da mesma forma que os outros fatores.
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