Colecistite Xantogranulomatosa: DD de Câncer de Vesícula

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Homem, 55 anos. Dor em hipocôndrio D. há 3 anos. Perda de 3 kg neste período. Anictérico. Massa palpável 3 cm abaixo do rebordo costal D. USG não define origem da massa. Realizou TC abaixo que sugere neoplasia de vesícula biliar.Qual o diagnóstico diferencial mais provável?

Alternativas

  1. A) Colecistite alitiásica
  2. B) Colecistite gangrenosa
  3. C) Áscaris em vesícula biliar
  4. D) Colecistite xantogranulomatosa
  5. E) Tumor da 2-3º porção duodenal

Pérola Clínica

Massa em vesícula biliar com dor crônica e perda de peso → Colecistite xantogranulomatosa é importante DD de neoplasia.

Resumo-Chave

A colecistite xantogranulomatosa é uma forma rara de colecistite crônica que pode simular clinicamente e radiologicamente um carcinoma de vesícula biliar devido à presença de massa, espessamento da parede e infiltração tecidual. A biópsia ou a análise histopatológica pós-colecistectomia são frequentemente necessárias para o diagnóstico definitivo.

Contexto Educacional

A colecistite xantogranulomatosa (CXG) é uma forma rara e crônica de inflamação da vesícula biliar, caracterizada pela presença de macrófagos espumosos (células xantomatosas), fibrose e infiltrado inflamatório. Clinicamente, pode apresentar-se com dor abdominal crônica em hipocôndrio direito, perda de peso e massa palpável, sintomas que se sobrepõem significativamente aos do carcinoma de vesícula biliar. Essa sobreposição torna a CXG um dos diagnósticos diferenciais mais desafiadores para o câncer de vesícula biliar. A fisiopatologia da CXG envolve a ruptura de seios de Rokitansky-Aschoff, extravasamento de bile para a parede da vesícula, e uma resposta inflamatória granulomatosa com acúmulo de macrófagos carregados de lipídios. Radiologicamente, tanto a ultrassonografia quanto a tomografia computadorizada podem mostrar espessamento da parede da vesícula biliar, nódulos intramurais e, em casos avançados, invasão de órgãos adjacentes, tornando a distinção com o carcinoma extremamente difícil apenas por imagem. Devido à dificuldade diagnóstica pré-operatória, a colecistectomia é frequentemente realizada com a suspeita de malignidade. O diagnóstico definitivo é histopatológico, revelando as características inflamatórias e xantomatosas. O prognóstico da CXG é bom após a colecistectomia, mas a importância reside na sua capacidade de mimetizar o carcinoma, exigindo um alto índice de suspeita e uma abordagem cirúrgica adequada para garantir o diagnóstico correto e o tratamento definitivo.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas que sugerem colecistite xantogranulomatosa?

Dor crônica em hipocôndrio direito, massa palpável, perda de peso e, ocasionalmente, icterícia ou febre, mimetizando um carcinoma de vesícula biliar.

Como a colecistite xantogranulomatosa se apresenta na tomografia computadorizada?

Na TC, pode-se observar espessamento difuso ou focal da parede da vesícula biliar, nódulos intramurais hipodensos (xantogranulomas), e, por vezes, extensão para órgãos adjacentes, dificultando a diferenciação com neoplasia.

Qual o tratamento definitivo para a colecistite xantogranulomatosa?

O tratamento definitivo é a colecistectomia, que também permite o diagnóstico histopatológico final e a exclusão de malignidade. Em casos de invasão local, pode ser necessária uma ressecção mais extensa.

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