HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Um paciente com queixa de dor à palpação do quadrante superior direito, com a presença de defesa muscular involuntária, apresenta o achado de gás na vesícula biliar em radiografia de abdome. Nesse caso, o diagnóstico é de
Gás na vesícula biliar em imagem + dor QSD = Colecistite Enfisematosa.
A colecistite enfisematosa é uma forma grave e rara de colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás dentro da parede ou lúmen da vesícula biliar, geralmente causada por infecção por microrganismos produtores de gás (ex: Clostridium spp.). O achado de gás em radiografia ou TC de abdome é patognomônico.
A colecistite enfisematosa é uma forma rara, mas grave, de colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás dentro da parede ou lúmen da vesícula biliar, ou nos tecidos perivesiculares. É uma condição que exige reconhecimento e tratamento urgentes devido ao alto risco de complicações como gangrena, perfuração e sepse, com uma taxa de mortalidade significativamente maior do que a colecistite aguda não enfisematosa. A fisiopatologia envolve a infecção da vesícula biliar por microrganismos produtores de gás, sendo os mais comuns anaeróbios como Clostridium perfringens, mas também bacilos Gram-negativos como E. coli e Klebsiella. Fatores predisponentes incluem diabetes mellitus (presente em 30-50% dos casos), aterosclerose e imunossupressão, que contribuem para a isquemia da parede da vesícula, criando um ambiente favorável para o crescimento desses patógenos. A isquemia e a infecção resultam na produção de gás, que é o achado distintivo. O diagnóstico é primariamente radiológico. Embora a radiografia simples de abdome possa mostrar gás na área da vesícula biliar, a ultrassonografia e, principalmente, a tomografia computadorizada (TC) são mais sensíveis para detectar o gás intraluminal ou intramural. Clinicamente, o paciente apresenta dor no quadrante superior direito, febre e defesa muscular, semelhante à colecistite aguda, mas muitas vezes com um quadro mais tóxico. O tratamento consiste em colecistectomia de emergência, associada a antibioticoterapia de amplo espectro com cobertura para anaeróbios. É crucial para residentes e profissionais de emergência estarem atentos a esse diagnóstico diferencial em pacientes com dor abdominal aguda e fatores de risco, pois o atraso no tratamento pode ser fatal.
Os sintomas são semelhantes aos da colecistite aguda, incluindo dor intensa no quadrante superior direito, febre, náuseas e vômitos. No entanto, a colecistite enfisematosa pode progredir rapidamente para sepse e perfuração, sendo mais grave e com maior risco de mortalidade.
É causada por infecção da vesícula biliar por microrganismos produtores de gás, sendo os mais comuns Clostridium perfringens, E. coli e Klebsiella. Fatores de risco incluem diabetes mellitus, aterosclerose e imunossupressão, que favorecem a isquemia da parede da vesícula.
O diagnóstico é feito pela combinação de achados clínicos (dor em QSD, febre) e de imagem. A presença de gás na luz ou parede da vesícula biliar, ou nos tecidos perivesiculares, em radiografia simples, ultrassonografia ou tomografia computadorizada de abdome, é patognomônica.
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