Colecistite Enfisematosa: Diagnóstico e Manejo em Diabéticos

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 68 anos de idade, portador de HAS e diabetes mellitus (DM) insulinodependente de difícil controle, procurou uma unidade de pronto atendimento com queixa de dor de forte intensidade no hipocôndrio direito há 48 horas. Associa-se ao quadro náusea e um episódio de vômito, além de febre (38 ºC). Fez uso de analgésicos, com pouca melhora dos sintomas. Como medidas iniciais, realizou exames laboratoriais e tomografia computadorizada de abdome.Acerca desse caso clínico, com base nas imagens apresentadas, a principal hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) colecistite aguda.
  2. B) abscesso hepático.
  3. C) colecistite enfisematosa.
  4. D) coledocolitíase.

Pérola Clínica

Colecistite enfisematosa = forma grave, comum em diabéticos/idosos, com gás na vesícula biliar (TC). Emergência cirúrgica.

Resumo-Chave

A colecistite enfisematosa é uma variante grave e rara da colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás na parede ou lúmen da vesícula biliar, geralmente causada por microrganismos produtores de gás. É mais comum em pacientes idosos, diabéticos e imunocomprometidos, e requer intervenção cirúrgica urgente devido ao alto risco de perfuração e sepse.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. No entanto, em pacientes com comorbidades como diabetes mellitus, a apresentação pode ser atípica e a progressão para formas mais graves, como a colecistite enfisematosa, é mais comum. Esta condição é caracterizada pela presença de gás na parede ou lúmen da vesícula, resultado de infecção por microrganismos produtores de gás, como Clostridium spp. ou E. coli. O diagnóstico da colecistite enfisematosa é crucial e frequentemente realizado por exames de imagem. Embora o ultrassom possa levantar a suspeita, a tomografia computadorizada (TC) de abdome é o método mais sensível para detectar o gás intraluminal ou intramural. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes diabéticos, idosos ou imunocomprometidos que apresentam dor em hipocôndrio direito, febre e sinais de sepse. Devido ao alto risco de perfuração da vesícula biliar, formação de abscesso e sepse, a colecistite enfisematosa é considerada uma emergência cirúrgica. O tratamento definitivo é a colecistectomia de urgência, complementada por antibioticoterapia de amplo espectro. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são essenciais para melhorar o prognóstico desses pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para colecistite enfisematosa?

Os principais fatores de risco incluem diabetes mellitus (especialmente descompensado), idade avançada, sexo masculino e imunossupressão.

Como a colecistite enfisematosa é diagnosticada por imagem?

A tomografia computadorizada (TC) de abdome é o exame de escolha, demonstrando a presença de gás na parede da vesícula biliar, no lúmen ou nos tecidos perivesiculares. O ultrassom pode ser menos sensível para detectar gás.

Qual a conduta terapêutica para colecistite enfisematosa?

A colecistite enfisematosa é uma emergência cirúrgica. O tratamento envolve colecistectomia de urgência, associada a antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir germes anaeróbios e gram-negativos.

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