HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Paciente com colecistite tem tomografia computadorizada mostrando gás em vesícula biliar. Observe a figura: A respeito do caso marque a opção correta:
Gás na vesícula biliar (colecistite enfisematosa) → infecção por Clostridium/anaeróbios → urgência cirúrgica.
A presença de gás na vesícula biliar ou em sua parede é um sinal de colecistite enfisematosa, uma forma grave de colecistite aguda. Esta condição é tipicamente causada por bactérias produtoras de gás, como Clostridium spp., e requer intervenção cirúrgica de urgência.
A colecistite enfisematosa é uma variante rara e grave da colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás na luz ou na parede da vesícula biliar, ou nos tecidos perivesiculares. Este achado é patognomônico e geralmente visível em exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada. A condição é mais comum em pacientes idosos, diabéticos e imunocomprometidos. A fisiopatologia envolve a isquemia da parede da vesícula biliar, que favorece a proliferação de bactérias produtoras de gás. Os agentes etiológicos mais frequentemente implicados são anaeróbios, como espécies de Clostridium (especialmente C. perfringens), mas também podem ser encontrados bacilos Gram-negativos como E. coli e Klebsiella. A presença de gás é um sinal de infecção grave e necrose tecidual. Devido ao alto risco de perfuração da vesícula biliar, peritonite e sepse, a colecistite enfisematosa é considerada uma emergência cirúrgica. O tratamento consiste em colecistectomia de urgência, preferencialmente por via laparoscópica se as condições do paciente permitirem, associada a antibioticoterapia de amplo espectro com cobertura para anaeróbios. A não intervenção imediata pode levar a desfechos fatais.
A presença de gás na vesícula biliar ou em sua parede é um achado radiológico característico da colecistite enfisematosa, uma forma rara e grave de colecistite aguda.
A colecistite enfisematosa é tipicamente causada por bactérias produtoras de gás, sendo as mais comuns do gênero Clostridium (especialmente C. perfringens), mas também pode envolver E. coli e Klebsiella.
A colecistite enfisematosa é uma emergência cirúrgica. Requer colecistectomia de urgência, juntamente com antibioticoterapia de amplo espectro que cubra anaeróbios, devido ao alto risco de perfuração e sepse.
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