HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Um paciente com queixa de dor à palpação do quadrante superior direito, com a presença de defesa muscular involuntária, apresenta o achado de gás na vesícula biliar em radiografia de abdome. O diagnóstico é de:
Gás na vesícula biliar + dor QSD + defesa abdominal → Colecistite Enfisematosa (emergência cirúrgica).
A presença de gás na vesícula biliar em um paciente com dor no quadrante superior direito e defesa muscular é o achado patognomônico de colecistite enfisematosa. Esta é uma forma grave e rara de colecistite aguda, geralmente causada por infecção por bactérias produtoras de gás, como Clostridium perfringens, e requer intervenção cirúrgica urgente.
A colecistite enfisematosa é uma forma rara e grave de colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás na luz ou na parede da vesícula biliar, ou nos tecidos perivesiculares. É considerada uma emergência cirúrgica devido ao alto risco de gangrena e perfuração. A condição é mais comum em homens, idosos e, particularmente, em pacientes com diabetes mellitus ou imunocomprometidos, que têm maior suscetibilidade a infecções por microrganismos produtores de gás. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, que leva à isquemia da parede da vesícula biliar. Em um ambiente de isquemia e estase biliar, bactérias produtoras de gás, como Clostridium perfringens, Escherichia coli e Klebsiella spp., proliferam e produzem gás, que se acumula na vesícula. A presença de gás é um sinal de necrose tecidual e infecção grave. O diagnóstico é fortemente sugerido pela tríade de dor no quadrante superior direito, defesa muscular e achado de gás na vesícula biliar em exames de imagem, como radiografia simples de abdome, ultrassonografia ou tomografia computadorizada. O tratamento é a colecistectomia de urgência, combinada com antibioticoterapia de amplo espectro, incluindo cobertura para anaeróbios. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para reduzir a morbimortalidade associada a essa condição.
O achado mais característico é a presença de gás dentro da luz da vesícula biliar, na parede da vesícula ou nos tecidos perivesiculares, visível em radiografias simples, ultrassonografia ou tomografia computadorizada.
É causada por uma infecção aguda da vesícula biliar por bactérias produtoras de gás (principalmente Clostridium perfringens, mas também E. coli e Klebsiella), frequentemente em pacientes diabéticos ou imunocomprometidos, levando à isquemia e necrose da parede vesicular.
O tratamento é uma emergência cirúrgica, geralmente colecistectomia, associada a antibioticoterapia de amplo espectro com cobertura para anaeróbios. O atraso no tratamento aumenta o risco de perfuração e sepse.
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