HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Um paciente com queixa de dor à palpação no quadrante superior direito, com a presença de defesa muscular involuntária, apresenta o achado de gás na vesícula biliar em radiografia de abdome.Nesse caso, o diagnóstico é de
Gás na vesícula biliar em paciente com dor em QSD e defesa → Colecistite enfisematosa, uma emergência cirúrgica.
A presença de gás na vesícula biliar, seja na parede ou no lúmen, em um paciente com dor no quadrante superior direito e sinais de inflamação, é patognomônica de colecistite enfisematosa, uma forma grave e rara de colecistite aguda, geralmente causada por microrganismos produtores de gás.
A colecistite enfisematosa é uma forma rara e grave de colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás na parede ou lúmen da vesícula biliar, resultante de uma infecção por microrganismos produtores de gás. É uma emergência cirúrgica com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. A condição é mais comum em pacientes idosos, diabéticos e imunocomprometidos, onde a isquemia da parede da vesícula biliar pode favorecer o crescimento bacteriano. O quadro clínico é semelhante ao da colecistite aguda comum, com dor intensa no quadrante superior direito, febre, náuseas e vômitos, além de defesa muscular involuntária. No entanto, o achado distintivo e patognomônico é a presença de gás na vesícula biliar, que pode ser detectado por radiografia simples de abdome, ultrassonografia ou tomografia computadorizada. A radiografia pode mostrar ar na parede da vesícula, no lúmen ou na árvore biliar. O diagnóstico precoce é crucial, pois a colecistite enfisematosa tem um risco elevado de perfuração e gangrena da vesícula biliar. O tratamento consiste em estabilização do paciente, antibioticoterapia de amplo espectro (incluindo cobertura para anaeróbios) e colecistectomia de urgência. A drenagem percutânea da vesícula biliar pode ser uma opção em pacientes de alto risco cirúrgico como ponte para a cirurgia definitiva.
Os principais agentes são bactérias produtoras de gás, como Clostridium perfringens, Escherichia coli e Klebsiella spp. É mais comum em pacientes diabéticos e imunocomprometidos.
O gás na vesícula biliar é um sinal patognomônico de colecistite enfisematosa, indicando uma infecção grave com necrose tecidual e produção de gás por microrganismos anaeróbios ou facultativos.
A colecistite enfisematosa é uma emergência cirúrgica. A conduta inicial inclui estabilização do paciente, antibioticoterapia de amplo espectro (com cobertura para anaeróbios) e colecistectomia de urgência, preferencialmente por via laparoscópica.
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