Colecistite Enfisematosa: Fatores de Risco e Diagnóstico

CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021

Enunciado

Assinale a alternativa correta em relação a colecistite:

Alternativas

  1. A) A colecistite enfisematosa é mais comum em homens entre a 5 e 7 decadas sendo que 30-50% dos pacientes são diabéticos
  2. B) Na colecistite aguda na gestação deverá ser realizada videolaparoscopia com menor risco no terceiro trimestre de gestação
  3. C) Na colecistite aguda alitiássica são menos comum as complicações tais como:grangrena, empeima e perfuração , do nas colecistite litiasicas.
  4. D) O tratamento da colecistite xantogranulomatosa é clínico

Pérola Clínica

Colecistite enfisematosa: mais comum em homens 50-70 anos, com alta prevalência de diabetes (30-50%).

Resumo-Chave

A colecistite enfisematosa é uma forma grave de colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás na parede da vesícula biliar ou na luz. É mais comum em homens idosos, especialmente aqueles com diabetes mellitus, que predispõe a infecções por microrganismos produtores de gás.

Contexto Educacional

A colecistite enfisematosa é uma variante rara, mas grave, da colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás na parede da vesícula biliar, na sua luz ou nos tecidos perivesiculares. Essa condição é causada por uma infecção por microrganismos produtores de gás, como espécies de Clostridium, Escherichia coli e Klebsiella. É crucial reconhecer seus fatores de risco e apresentação clínica devido à sua alta morbimortalidade. Os fatores de risco para colecistite enfisematosa incluem idade avançada (geralmente entre a 5ª e 7ª décadas de vida), sexo masculino e, notavelmente, diabetes mellitus. Pacientes diabéticos representam uma parcela significativa (30-50%) dos casos, devido à imunossupressão, microangiopatia e neuropatia que podem comprometer a irrigação sanguínea da vesícula biliar e favorecer o crescimento de bactérias anaeróbias. O diagnóstico é feito por exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, que demonstram a presença de gás. O tratamento é emergencial e geralmente envolve colecistectomia (cirúrgica) e antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo anaeróbios. A colecistite enfisematosa tem um prognóstico pior do que a colecistite aguda comum, com maior risco de gangrena, perfuração e sepse, exigindo intervenção rápida.

Perguntas Frequentes

O que é colecistite enfisematosa e como ela se diferencia da colecistite aguda comum?

A colecistite enfisematosa é uma forma grave de colecistite aguda caracterizada pela presença de gás na parede da vesícula biliar ou em sua luz, devido à infecção por microrganismos produtores de gás, como Clostridium. Diferencia-se pela presença de gás e maior gravidade.

Quais são os principais fatores de risco para colecistite enfisematosa?

Os principais fatores de risco para colecistite enfisematosa incluem diabetes mellitus, sexo masculino, idade avançada (5ª a 7ª década de vida) e doença vascular periférica. O diabetes é particularmente relevante devido à imunossupressão e à microangiopatia.

Qual a importância do diabetes mellitus na colecistite enfisematosa?

O diabetes mellitus é um fator de risco significativo para colecistite enfisematosa, presente em 30-50% dos pacientes. Diabéticos têm maior suscetibilidade a infecções por bactérias produtoras de gás e podem ter comprometimento vascular que favorece a isquemia da vesícula biliar.

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