UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Uma paciente de 40 anos de idade, com índice de massa corporal (IMC) de 35kg/altura (m), mãe de cinco filhos, dá entrada no serviço de emergência com dor em hipocôndrico direito (HCD), que se iniciou após alimentação gordurosa, associada a vômitos. Relata início dos sintomas há cinco dias. Ao exame, apresenta-se anictérica, sinal de Murphy positivo. O profissional, sem muitos recursos, solicita uma rotina radiológica de abdome agudo e, para sua surpresa, observa aerobilia. Qual é o diagnóstico mais provável?
Aerobilia + Colecistite aguda + Fatores de risco = Colecistite enfisematosa.
A colecistite enfisematosa é uma forma rara e grave de colecistite aguda, caracterizada pela presença de gás na parede ou lúmen da vesícula biliar, geralmente causada por infecção por Clostridium spp. ou E. coli. A aerobilia na radiografia de abdome agudo é um achado chave.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. A colecistite enfisematosa é uma variante rara e grave, caracterizada pela presença de gás na parede ou lúmen da vesícula biliar, resultante de uma infecção por microrganismos produtores de gás, como Clostridium perfringens, Escherichia coli e Klebsiella spp. Os fatores de risco para colecistite enfisematosa incluem diabetes mellitus, imunossupressão, doença vascular periférica e obstrução do ducto cístico. Clinicamente, os pacientes apresentam dor em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e febre, similar à colecistite aguda comum, mas com maior gravidade e risco de complicações. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como radiografia simples de abdome (que pode mostrar aerobilia ou gás na parede da vesícula), ultrassonografia ou tomografia computadorizada, que são mais sensíveis para detectar o gás. O tratamento é cirúrgico (colecistectomia de urgência) e antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo anaeróbios.
Os principais fatores de risco incluem diabetes mellitus, imunossupressão, aterosclerose e obstrução do ducto cístico por cálculos. É mais comum em homens idosos e pacientes diabéticos.
Aerobilia é a presença de gás nas vias biliares. Na colecistite enfisematosa, o gás é produzido por bactérias anaeróbias (como Clostridium spp.) ou aeróbias (como E. coli) que infectam a parede da vesícula biliar, sendo um achado radiológico patognomônico.
A colecistite enfisematosa é uma emergência cirúrgica. O tratamento envolve colecistectomia de urgência, associada a antibioticoterapia de amplo espectro com cobertura para anaeróbios, devido ao alto risco de perfuração e sepse.
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