Colecistite Crônica Calculosa: Diagnóstico e Pré-Operatório

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 48 anos, sexo feminino, deu entrada no PS apresentando dor em hipocôndrio direito, com irradiação para o dorso. Relaciona início após alimentação, já apresentou os mesmos sintomas anteriormente, relata que a dor cede após o uso de analgésico, nega febre. Considerando patologia cirúrgica eletiva, qual o melhor exame complementar de imagem a ser solicitado para confirmar a hipótese diagnóstica e qual(is) melhor(es) exames, entre outros, com vistas à avaliação de pré-operatório, respectivamente?

Alternativas

  1. A) Tomografia computadorizada de abdome / polissonografia.
  2. B) Ultrassonografia de abdome/ hemograma e glicemia de jejum.
  3. C) Tomografia computadorizada de abdome / colesterol e triglicerídeos.
  4. D) Ultrassonografia de abdome/ antígeno carcinoembriônico.
  5. E) Ultrassonografia de abdome / ecocardiograma.

Pérola Clínica

Dor em HD pós-prandial + nega febre → colecistite crônica calculosa; USG abdome é o melhor exame.

Resumo-Chave

A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar colelitíase e colecistite crônica calculosa, sendo rápido, não invasivo e com alta sensibilidade. Para o pré-operatório eletivo, exames básicos como hemograma e glicemia de jejum são essenciais.

Contexto Educacional

A colecistite crônica calculosa é uma condição comum caracterizada pela presença de cálculos na vesícula biliar (colelitíase) que causam episódios recorrentes de inflamação e dor. A dor em hipocôndrio direito, com irradiação para o dorso e relação com a alimentação, que cede com analgésicos e sem febre, é um quadro clássico de cólica biliar, sugestivo de colecistite crônica. Para confirmar a hipótese diagnóstica de colelitíase e colecistite crônica, a ultrassonografia de abdome é o exame de imagem de primeira linha. É um método não invasivo, de baixo custo, amplamente disponível e com alta sensibilidade para detectar cálculos biliares, avaliar a espessura da parede da vesícula e a presença de lama biliar. Outros exames como tomografia ou ressonância são geralmente reservados para casos de complicações ou quando a ultrassonografia é inconclusiva. Para a avaliação pré-operatória de uma colecistectomia eletiva, uma série de exames complementares é solicitada para avaliar o estado de saúde geral do paciente e identificar possíveis riscos cirúrgicos. Exames como hemograma completo (para avaliar anemia, infecção), glicemia de jejum (para diabetes), função renal e hepática, coagulograma e eletrocardiograma são rotineiramente realizados. A polissonografia, colesterol/triglicerídeos ou antígeno carcinoembriônico não são exames de rotina para este tipo de cirurgia eletiva.

Perguntas Frequentes

Qual o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de colelitíase e colecistite?

A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem de escolha, pois é altamente sensível para detectar cálculos biliares, avaliar a espessura da parede da vesícula e a presença de líquido perivesicular.

Quais exames laboratoriais básicos são solicitados no pré-operatório de uma colecistectomia eletiva?

Para uma cirurgia eletiva, exames básicos como hemograma completo, coagulograma (TAP/INR, KPTT), glicemia de jejum, ureia e creatinina, e eletrólitos são geralmente solicitados para avaliar o estado geral do paciente.

Como diferenciar a cólica biliar de uma colecistite aguda?

A cólica biliar é uma dor intermitente, geralmente pós-prandial, sem sinais inflamatórios sistêmicos (como febre ou leucocitose). A colecistite aguda apresenta dor persistente (>6h), febre, leucocitose e sinal de Murphy positivo.

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