Colecistite Alitiásica: Desafios Diagnósticos e Conduta

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2017

Enunciado

Paciente 68 anos, hipertenso, previamente revascularizado, é admitido pronto- socorro à noite com queixas de dor de moderada intensidade em hipocôndrio direito de mais de 24 horas de evolução, com piora últimas horas motivando a procura por atendimento. Refere também febre baixa nesse intervalo e fezes amolecidas e volume maior que o habitual. Refere episódios prévios de leve dor nesse local. Hábito intestinal constipado. Na admissão exame clínico revelando dor a palpação profunda em hipocôndrio direito, sem sinais de peritonite. Restante sem alterações importantes. Médico do pronto Socorro decide realizar uma TC de abdome de urgência com o seguinte laudo verbal: “ausência de pneumoperitôneo e/ou líquido livre na cavidade abdominal; pâncreas normal; baço e fígado normais; vesícula com paredes espessadas sugerindo diagnóstico de colecistite alitiásica”; e os seguintes exames: Hemograma com 13000 leucócitos, bilirrubina total 1, gama GT e fosfatase alcalina normais, PCR 90. De posse dos exames o medico do PS solicita presença dos médicos residentes da clínica médica e do cirurgia geral, que após análise do caso devem:

Alternativas

  1. A) Manter a hipótese diagnóstica de colecistite alitiásica, solicitar hemoculturas e iniciar antibióticos
  2. B) Manter a hipótese diagnóstica de colecistite alitiásica. Todavia, solicitar ultrassonografia (US) abdome para confirmação diagnóstica. Caso US, por sua maior especificidade também demonstrar o espessamento de parede vesícula biliar, iniciar antibióticos e preparar paciente para colecistectomia se possível nas próximas 48-72h
  3. C) Manter a hipótese diagnóstica de colecistite alitiásica. Todavia, solicitar ultrassonografia (US) abdome para confirmação diagnóstica. Caso US, por sua maior especificidade também demonstrar o espessamento de parede vesícula biliar, iniciar antibióticos, preparar paciente para colecistectomia e internar paciente em CTI, uma vez que a colecistite alitiásica é uma patologia grave e potencialmente fatal
  4. D) Questionar a hipótese diagnóstica de colecistite alitiásica. Não iniciar antibióticos, rever a história clínica em detalhes buscando possíveis razões que possam justificar o suposto diagnóstico, rever a tomografia junto com o radiologista e discutir diagnósticos diferenciais com seus respectivos preceptores
  5. E) Questionar a hipótese diagnóstica de colecistite alitiásica. Todavia, solicitar ultrassonografia (US) abdome para confirmação diagnóstica. Caso US, por sua maior especificidade também demonstrar o espessamento de parede vesícula biliar, iniciar antibióticos e preparar paciente para colecistectomia se possível nas próximas 48-72h

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