HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
José, 82 anos, está com insuficiência cardíaca congestiva, após infarto do miocárdio ocorrido há 1 semana. Evolui com insuficiência respiratória e necessita ser intubado para ventilação mecânica e de drogas vasoativas para suporte hemodinâmico. Está febril e tem crescimento de germe Gram negativo em hemocultura. A ultrassonografia à beira do leito mostra vesícula biliar com parede espessada e líquido perivesicular. Não mostra cálculos. Administram-se antibióticos de largo espectro. Persiste com febre, leucocitose e PCR elevado. Agudamente, o tratamento mais apropriado para este paciente é
Colecistite alitiásica em paciente grave → colecistostomia percutânea para estabilização.
Em pacientes críticos, como o idoso com insuficiência cardíaca, sepse e instabilidade hemodinâmica, a colecistite alitiásica é uma condição grave. A colecistectomia laparoscópica pode ser muito arriscada. A colecistostomia percutânea oferece uma drenagem biliar eficaz com menor morbimortalidade, permitindo a estabilização do paciente.
A colecistite alitiásica é uma condição inflamatória aguda da vesícula biliar que ocorre na ausência de cálculos biliares. É uma entidade grave, frequentemente associada a pacientes críticos, como aqueles com sepse, trauma, queimaduras extensas, pós-operatório de grandes cirurgias ou em uso de nutrição parenteral total, e tem alta morbimortalidade. A fisiopatologia envolve isquemia da parede da vesícula, estase biliar e inflamação, levando a um ciclo vicioso de dano tecidual. O diagnóstico é desafiador em pacientes sedados, mas a ultrassonografia à beira do leito, mostrando espessamento da parede da vesícula e líquido perivesicular, é crucial. A persistência de febre e leucocitose apesar de antibióticos de largo espectro reforça a suspeita. Em pacientes instáveis e de alto risco cirúrgico, a colecistectomia de emergência é contraindicada. A colecistostomia percutânea, que consiste na drenagem da vesícula biliar por um cateter inserido através da pele, é o tratamento de escolha para estabilização, aliviando a sepse e permitindo que o paciente melhore antes de uma possível colecistectomia definitiva.
Colecistite alitiásica é a inflamação da vesícula biliar sem a presença de cálculos. É mais comum em pacientes graves devido a fatores como isquemia biliar, estase biliar, nutrição parenteral total, sepse e trauma, que comprometem a função da vesícula.
A colecistostomia percutânea é um procedimento minimamente invasivo que permite a drenagem da vesícula biliar, aliviando a inflamação e a sepse, com menor risco de complicações em pacientes instáveis que não tolerariam uma colecistectomia de emergência.
A suspeita surge em pacientes críticos com febre, leucocitose, dor abdominal (nem sempre presente devido a sedação), e achados ultrassonográficos de espessamento da parede da vesícula biliar, líquido perivesicular, lama biliar, sem cálculos.
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