UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Dentre as patologias cirúrgicas do trato digestivo alto, a colelitíase é uma das principais, sendo rotina constante do cirurgião geral. Com relação ao tema abordado, assinale a alternativa correta.
Colecistite alitiásica: tratamento padrão = colecistectomia imediata devido à gravidade e fisiopatologia distinta.
A colecistite alitiásica é uma condição grave, frequentemente associada a pacientes criticamente enfermos, onde a inflamação da vesícula biliar ocorre sem cálculos. Sua fisiopatologia envolve isquemia e estase biliar, justificando a colecistectomia imediata devido ao alto risco de perfuração e mortalidade.
A colelitíase é uma condição comum que pode levar a diversas complicações cirúrgicas do trato digestivo alto, sendo a colecistite aguda uma das mais frequentes. A colecistite aguda pode ser litiásica (associada a cálculos biliares) ou alitiásica (sem cálculos). A compreensão das diferenças fisiopatológicas e das abordagens terapêuticas é crucial para o cirurgião geral. A colecistite alitiásica, embora menos comum que a litiásica, representa um desafio clínico significativo. Sua fisiopatologia envolve estase biliar, isquemia da parede da vesícula e inflamação, frequentemente em pacientes gravemente enfermos, como aqueles em UTI, com sepse, trauma ou queimaduras. A ausência de cálculos não a torna menos grave; pelo contrário, a colecistite alitiásica está associada a uma maior taxa de morbimortalidade devido à rápida progressão para necrose e perfuração. O diagnóstico da colecistite alitiásica é baseado em achados clínicos, laboratoriais e de imagem (ultrassonografia). O tratamento padrão é a colecistectomia imediata, dada a urgência e a gravidade da condição. Em pacientes instáveis, uma colecistostomia percutânea pode ser uma opção temporária para drenagem, mas a colecistectomia definitiva é geralmente necessária assim que o paciente estabiliza. O manejo adequado e rápido é fundamental para melhorar o prognóstico desses pacientes críticos.
A colecistite litiásica é causada pela obstrução do ducto cístico por cálculos biliares, enquanto a alitiásica ocorre sem cálculos, geralmente em pacientes criticamente enfermos, devido a isquemia, estase biliar e inflamação. A alitiásica tem maior morbimortalidade.
A colecistectomia imediata é crucial devido ao alto risco de complicações graves, como perfuração da vesícula biliar, sepse e necrose, que são mais frequentes e rápidas na forma alitiásica, justificando a intervenção cirúrgica precoce.
Os fatores de risco incluem pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI), trauma grave, queimaduras extensas, sepse, nutrição parenteral total prolongada, cirurgias maiores, diabetes e imunossupressão, condições que predispõem à isquemia e estase biliar.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo