UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Assinale a alternativa que apresenta os fatores de risco para o desenvolvimento de colecistite alitiásica.
Colecistite alitiásica: Fatores de risco incluem idade avançada e condições de estresse sistêmico grave.
A colecistite alitiásica é uma inflamação da vesícula biliar sem a presença de cálculos, frequentemente associada a pacientes gravemente enfermos. Fatores como idade avançada, trauma, queimaduras, sepse, cirurgias de grande porte e nutrição parenteral total aumentam o risco.
A colecistite alitiásica, ou colecistite acalculosa, é uma inflamação aguda da vesícula biliar que ocorre na ausência de cálculos biliares. Embora menos comum que a colecistite calculosa, é uma condição grave com alta morbimortalidade, especialmente em pacientes críticos. Sua importância clínica reside na dificuldade diagnóstica e na rápida progressão, exigindo alta suspeição. Fatores de risco incluem idade avançada, trauma grave, queimaduras extensas, sepse, cirurgias de grande porte, nutrição parenteral total prolongada, jejum prolongado, diabetes mellitus e imunossupressão. A fisiopatologia da colecistite alitiásica é multifatorial, envolvendo isquemia da parede da vesícula biliar, estase biliar, disfunção da motilidade da vesícula e inflamação sistêmica. A isquemia pode ser resultado de hipoperfusão em estados de choque, enquanto a estase biliar pode ocorrer devido ao jejum prolongado ou à nutrição parenteral. O diagnóstico é desafiador, pois os sintomas podem ser mascarados pela condição subjacente do paciente crítico. A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, mas a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética podem ser necessárias para confirmar o diagnóstico. O tratamento da colecistite alitiásica é predominantemente cirúrgico, com colecistectomia de urgência sendo a abordagem definitiva. Em pacientes instáveis ou com alto risco cirúrgico, a colecistostomia percutânea pode ser uma alternativa temporária para drenagem. O prognóstico é pior do que na colecistite calculosa, devido à gravidade das comorbidades associadas. É crucial que residentes e profissionais de emergência e terapia intensiva estejam cientes dessa condição para um diagnóstico e manejo precoces, melhorando os desfechos dos pacientes.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, pacientes gravemente enfermos (sepse, trauma, queimaduras), cirurgias de grande porte, nutrição parenteral total prolongada e jejum prolongado.
A colecistite alitiásica ocorre na ausência de cálculos biliares, sendo geralmente precipitada por isquemia, estase biliar e inflamação sistêmica, enquanto a calculosa é causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo.
A fisiopatologia envolve uma combinação de isquemia da parede da vesícula biliar, estase biliar, disfunção da motilidade da vesícula e inflamação sistêmica, levando à necrose e infecção.
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