Colecistite Alitiásica: Principais Fatores de Risco

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a alternativa que apresenta os fatores de risco para o desenvolvimento de colecistite alitiásica.

Alternativas

  1. A) Hospitalização.
  2. B) Idade avançada.
  3. C) Obesidade.
  4. D) Jejum intermitente.
  5. E) Dieta hipercalórica

Pérola Clínica

Colecistite alitiásica: Fatores de risco incluem idade avançada e condições de estresse sistêmico grave.

Resumo-Chave

A colecistite alitiásica é uma inflamação da vesícula biliar sem a presença de cálculos, frequentemente associada a pacientes gravemente enfermos. Fatores como idade avançada, trauma, queimaduras, sepse, cirurgias de grande porte e nutrição parenteral total aumentam o risco.

Contexto Educacional

A colecistite alitiásica, ou colecistite acalculosa, é uma inflamação aguda da vesícula biliar que ocorre na ausência de cálculos biliares. Embora menos comum que a colecistite calculosa, é uma condição grave com alta morbimortalidade, especialmente em pacientes críticos. Sua importância clínica reside na dificuldade diagnóstica e na rápida progressão, exigindo alta suspeição. Fatores de risco incluem idade avançada, trauma grave, queimaduras extensas, sepse, cirurgias de grande porte, nutrição parenteral total prolongada, jejum prolongado, diabetes mellitus e imunossupressão. A fisiopatologia da colecistite alitiásica é multifatorial, envolvendo isquemia da parede da vesícula biliar, estase biliar, disfunção da motilidade da vesícula e inflamação sistêmica. A isquemia pode ser resultado de hipoperfusão em estados de choque, enquanto a estase biliar pode ocorrer devido ao jejum prolongado ou à nutrição parenteral. O diagnóstico é desafiador, pois os sintomas podem ser mascarados pela condição subjacente do paciente crítico. A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, mas a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética podem ser necessárias para confirmar o diagnóstico. O tratamento da colecistite alitiásica é predominantemente cirúrgico, com colecistectomia de urgência sendo a abordagem definitiva. Em pacientes instáveis ou com alto risco cirúrgico, a colecistostomia percutânea pode ser uma alternativa temporária para drenagem. O prognóstico é pior do que na colecistite calculosa, devido à gravidade das comorbidades associadas. É crucial que residentes e profissionais de emergência e terapia intensiva estejam cientes dessa condição para um diagnóstico e manejo precoces, melhorando os desfechos dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para colecistite alitiásica?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada, pacientes gravemente enfermos (sepse, trauma, queimaduras), cirurgias de grande porte, nutrição parenteral total prolongada e jejum prolongado.

Como a colecistite alitiásica difere da colecistite calculosa?

A colecistite alitiásica ocorre na ausência de cálculos biliares, sendo geralmente precipitada por isquemia, estase biliar e inflamação sistêmica, enquanto a calculosa é causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo.

Qual a fisiopatologia da colecistite alitiásica?

A fisiopatologia envolve uma combinação de isquemia da parede da vesícula biliar, estase biliar, disfunção da motilidade da vesícula e inflamação sistêmica, levando à necrose e infecção.

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