PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem, 62 anos, dor em hipocondrio direito há 3 dias, febre 38,2 C, PA 128 76, FC 96, Murphy positiva, leucocitos 15.200/ mm3, US: parede 6 mm, cálculo impactado em infundibulo, sem abscesso. Qual a melhor conduta?
Colecistite aguda (Murphy+, leucocitose, USG) → Tratamento = Antibioticoterapia + Colecistectomia laparoscópica precoce (mesma internação).
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada por obstrução do ducto cístico por cálculo; O tratamento padrão inclui antibioticoterapia para cobrir germes entéricos e colecistectomia laparoscópica precoce, idealmente na mesma internação, para evitar complicações.
A colecistite aguda é uma condição inflamatória da vesícula biliar, geralmente precipitada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a um quadro de dor abdominal em hipocôndrio direito, febre e leucocitose. O diagnóstico é corroborado por achados ultrassonográficos, como espessamento da parede da vesícula e a presença de cálculo impactado. O caso clínico apresentado é típico de colecistite aguda não complicada. A conduta mais adequada para a colecistite aguda é a antibioticoterapia associada à colecistectomia laparoscópica precoce, preferencialmente realizada durante a mesma internação. A cirurgia precoce, idealmente dentro de 72 horas a 7 dias do início dos sintomas, tem demonstrado melhores resultados, com menor taxa de complicações e menor tempo de internação, em comparação com a cirurgia tardia. A drenagem percutânea é reservada para pacientes com alto risco cirúrgico ou com colecistite complicada, como empiema ou abscesso, enquanto a antibioticoterapia isolada não é curativa e aumenta o risco de recorrência e complicações.
Dor em hipocôndrio direito, sinal de Murphy positivo, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos como espessamento da parede da vesícula e cálculo impactado.
A cirurgia precoce (dentro de 72 horas a 7 dias da internação) reduz o risco de complicações como perfuração, abscesso e sepse, além de diminuir o tempo de internação e o custo hospitalar.
A antibioticoterapia é essencial para cobrir a infecção bacteriana secundária, geralmente por germes entéricos, e deve ser iniciada antes da cirurgia, mas não substitui a necessidade da colecistectomia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo