Colecistite Aguda: Diagnóstico, Sintomas e Manejo Clínico

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023

Enunciado

Em relação à colecistite aguda, seu diagnóstico e tratamento, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Febre é o sintoma mais comum.
  2. B) O ultrassom é o exame radiográfico mais útil para o diagnóstico.
  3. C) Pacientes com insuficiência cardíaca podem não apresentar espessamento da parede da vesícula biliar, dificultando o diagnóstico.
  4. D) A síndrome de Mirizzi é definida pela fistulização da parede da vesícula com migração do cálculo para o duodeno.
  5. E) A cirurgia precoce aumenta o risco de conversão para técnica aberta quando comparada à cirurgia realizada após tratamento com antibióticos e redução do processo inflamatório.

Pérola Clínica

Colecistite aguda: Dor em QSD é cardinal, mas febre é um sinal sistêmico comum de inflamação.

Resumo-Chave

Embora a dor no quadrante superior direito seja o sintoma mais característico da colecistite aguda, a febre é uma manifestação sistêmica muito frequente, indicando a resposta inflamatória do organismo à infecção ou inflamação da vesícula biliar. Sua presença é um critério diagnóstico importante.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves. A compreensão dos sintomas, como a dor abdominal e a febre, é crucial para a suspeita clínica inicial, especialmente em contextos de emergência. A epidemiologia mostra uma maior prevalência em mulheres, multíparas e indivíduos com obesidade ou histórico familiar de colelitíase. O diagnóstico da colecistite aguda baseia-se na tríade de sintomas clínicos (dor em QSD, febre, náuseas/vômitos), achados laboratoriais (leucocitose, elevação de PCR) e exames de imagem, sendo o ultrassom o mais utilizado. A presença de espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico são indicativos. É importante diferenciar de outras causas de dor abdominal superior, como pancreatite, úlcera péptica e hepatite. O tratamento padrão-ouro é a colecistectomia laparoscópica, preferencialmente realizada precocemente. Em casos de pacientes instáveis ou com alto risco cirúrgico, pode-se optar por tratamento conservador inicial com antibióticos e colecistostomia percutânea. A escolha da abordagem depende da gravidade da doença e das condições clínicas do paciente, visando sempre a resolução da inflamação e a prevenção de recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas mais comuns da colecistite aguda?

Os sinais e sintomas mais comuns incluem dor intensa e persistente no quadrante superior direito do abdome, que pode irradiar para o ombro direito ou escápula, náuseas, vômitos e febre. O sinal de Murphy positivo é um achado clássico ao exame físico.

Qual o papel do ultrassom no diagnóstico da colecistite aguda?

O ultrassom é o exame de imagem inicial de escolha para o diagnóstico de colecistite aguda. Ele pode revelar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula biliar (>3-4 mm), líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico.

Quando a cirurgia precoce é indicada para colecistite aguda?

A colecistectomia laparoscópica precoce, idealmente dentro de 72 horas do início dos sintomas, é o tratamento de escolha para a maioria dos pacientes com colecistite aguda. Ela está associada a menor morbidade e menor tempo de internação hospitalar.

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