UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente feminino, de 62 anos, chega ao seu consultório queixando-se de dor abdominal alta episódica, mas que há dois dias tem-se mostrado frequente, acompanhada de hiporexia e mal estar geral. Refere fazer uso diário de metformina e glibenclamida há 2 anos. Durante exame físico, observa-se abdome plano, tenso e doloroso em hipocôndrio direito, com Murphy positivo. Foi submetida à ultrassonografia de abdome total que evidenciou dois cálculos em vesícula biliar, sendo o maior de 2,0 cm e espessamento de suas paredes. Tendo em mente o caso clínico acima, qual a hipótese diagnóstica mais provável e a melhor conduta a ser tomada?
Murphy + dor HD + USG espessamento/cálculos → Colecistite aguda litiásica = Colecistectomia videolaparoscópica de urgência + ATB.
A presença de dor em hipocôndrio direito, sinal de Murphy positivo e achados ultrassonográficos de cálculos e espessamento da parede vesicular são diagnósticos para colecistite aguda litiásica. A conduta padrão é colecistectomia videolaparoscópica de urgência (preferencialmente nas primeiras 72h) associada a antibioticoterapia.
A colecistite aguda litiásica é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a estase biliar, aumento da pressão intraluminal e inflamação da parede vesicular. É uma das complicações mais comuns da colelitíase e uma causa frequente de dor abdominal aguda, especialmente em pacientes com fatores de risco como sexo feminino, idade avançada, obesidade e diabetes mellitus. O diagnóstico é clínico, laboratorial e de imagem. Clinicamente, o paciente apresenta dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e febre. O sinal de Murphy (interrupção súbita da inspiração profunda à palpação do hipocôndrio direito) é altamente sugestivo. Laboratorialmente, pode haver leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios. A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, revelando cálculos biliares, espessamento da parede vesicular, líquido perivesicular e, por vezes, o sinal de Murphy ultrassonográfico. O tratamento da colecistite aguda litiásica é cirúrgico, com a colecistectomia videolaparoscópica sendo a abordagem de escolha. A cirurgia deve ser realizada de urgência, preferencialmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, para minimizar o risco de complicações como perfuração, gangrena ou formação de abscesso. A antibioticoterapia empírica de amplo espectro é iniciada precocemente para cobrir patógenos entéricos e deve ser mantida até a resolução da infecção, geralmente por 24-48 horas pós-operatório em casos não complicados.
Os principais sinais e sintomas incluem dor intensa e contínua no hipocôndrio direito, que pode irradiar para o ombro ou escápula direita, náuseas, vômitos, febre e o sinal de Murphy positivo ao exame físico.
A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha, evidenciando cálculos na vesícula biliar, espessamento da parede vesicular (>3-4 mm), líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico, que confirmam a inflamação.
A colecistectomia videolaparoscópica é o tratamento definitivo e preferencial por ser minimamente invasiva, com menor tempo de internação e recuperação. Deve ser realizada de urgência, idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, para reduzir complicações.
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