Colecistite Aguda Litiásica: Diagnóstico e Tratamento

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015

Enunciado

Com relação a colecistite aguda litiásica, não se pode afirmar:

Alternativas

  1. A) A fisiopatologia está relacionada à obstrução da ampola de Hartmann.
  2. B) A Escherichia coli é a bactéria associada à infecção da bile.
  3. C) É contra-indicado o tratamento cirúrgico videolaparoscópico.
  4. D) É a principal causa de abdome agudo acima de 50 anos de idade.
  5. E) Pode complicar com colangite aguda supurativa.

Pérola Clínica

Colecistite aguda litiásica: colecistectomia laparoscópica é o tratamento de escolha, não contraindicado.

Resumo-Chave

A colecistectomia videolaparoscópica é o padrão-ouro no tratamento da colecistite aguda litiásica, sendo segura e eficaz. Afirmar que é contraindicada é incorreto, pois a cirurgia precoce (nas primeiras 72 horas) está associada a melhores resultados.

Contexto Educacional

A colecistite aguda litiásica é uma das causas mais comuns de abdome agudo, especialmente em pacientes acima de 50 anos. Sua fisiopatologia primária envolve a impactação de um cálculo biliar no ducto cístico ou na ampola de Hartmann, resultando em estase biliar, aumento da pressão intraluminal, isquemia da parede da vesícula e inflamação. A infecção bacteriana secundária, frequentemente por Escherichia coli e outras enterobactérias, é uma complicação comum. O diagnóstico é baseado na tríade de dor em hipocôndrio direito, febre e leucocitose, confirmada por exames de imagem como ultrassonografia abdominal, que pode mostrar cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico. O tratamento é predominantemente cirúrgico. A colecistectomia videolaparoscópica é o padrão-ouro para o tratamento da colecistite aguda litiásica. A cirurgia precoce, idealmente dentro de 72 horas do início dos sintomas, é recomendada, pois está associada a menor taxa de conversão para cirurgia aberta, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, além de reduzir o risco de complicações como colangite aguda, pancreatite biliar ou perfuração da vesícula. A contraindicação à cirurgia laparoscópica é rara e geralmente relacionada a condições clínicas graves do paciente ou anatomia complexa.

Perguntas Frequentes

Qual a fisiopatologia da colecistite aguda litiásica?

A colecistite aguda litiásica geralmente ocorre devido à obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando à estase biliar, inflamação da parede da vesícula e, frequentemente, infecção bacteriana secundária.

Qual o tratamento de escolha para colecistite aguda litiásica?

O tratamento de escolha é a colecistectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica, realizada precocemente (idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas) para reduzir complicações.

Quais são as principais bactérias associadas à infecção na colecistite?

As bactérias mais frequentemente isoladas em casos de colecistite aguda são gram-negativas entéricas, como Escherichia coli, Klebsiella spp. e Enterobacter spp., além de Enterococcus spp.

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