SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Com relação a colecistite aguda litiásica, não se pode afirmar:
Colecistite aguda litiásica: colecistectomia laparoscópica é o tratamento de escolha, não contraindicado.
A colecistectomia videolaparoscópica é o padrão-ouro no tratamento da colecistite aguda litiásica, sendo segura e eficaz. Afirmar que é contraindicada é incorreto, pois a cirurgia precoce (nas primeiras 72 horas) está associada a melhores resultados.
A colecistite aguda litiásica é uma das causas mais comuns de abdome agudo, especialmente em pacientes acima de 50 anos. Sua fisiopatologia primária envolve a impactação de um cálculo biliar no ducto cístico ou na ampola de Hartmann, resultando em estase biliar, aumento da pressão intraluminal, isquemia da parede da vesícula e inflamação. A infecção bacteriana secundária, frequentemente por Escherichia coli e outras enterobactérias, é uma complicação comum. O diagnóstico é baseado na tríade de dor em hipocôndrio direito, febre e leucocitose, confirmada por exames de imagem como ultrassonografia abdominal, que pode mostrar cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico. O tratamento é predominantemente cirúrgico. A colecistectomia videolaparoscópica é o padrão-ouro para o tratamento da colecistite aguda litiásica. A cirurgia precoce, idealmente dentro de 72 horas do início dos sintomas, é recomendada, pois está associada a menor taxa de conversão para cirurgia aberta, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, além de reduzir o risco de complicações como colangite aguda, pancreatite biliar ou perfuração da vesícula. A contraindicação à cirurgia laparoscópica é rara e geralmente relacionada a condições clínicas graves do paciente ou anatomia complexa.
A colecistite aguda litiásica geralmente ocorre devido à obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando à estase biliar, inflamação da parede da vesícula e, frequentemente, infecção bacteriana secundária.
O tratamento de escolha é a colecistectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica, realizada precocemente (idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas) para reduzir complicações.
As bactérias mais frequentemente isoladas em casos de colecistite aguda são gram-negativas entéricas, como Escherichia coli, Klebsiella spp. e Enterobacter spp., além de Enterococcus spp.
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