HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
A abordagem da dor abdominal aguda na gravidez não difere daquela proposta para pacientes não gestantes, exceto pela inclusão de diagnósticos diferenciais próprios da condição, mas está acrescida de muitos distratores. A avaliação diagnóstica pode estar dificultada devido às alterações fisiológicas anatômicas da gestação e à mudança na dinâmica do aparecimento dos sinais e sintomas das doenças. Sobre a colecistite aguda na gravidez, assinale a alternativa correta.
Colecistite aguda na gravidez: Exames de função hepática são cruciais para avaliar complicações e prognóstico.
A colecistite aguda é uma causa importante de dor abdominal na gravidez, e a gestação aumenta o risco de colelitíase. A avaliação diagnóstica pode ser desafiadora devido às alterações fisiológicas. Exames de função hepática são essenciais para monitorar complicações como colangite ou pancreatite biliar e guiar o prognóstico, complementando a ultrassonografia abdominal, que é o exame de imagem de escolha.
A dor abdominal aguda na gravidez é um desafio diagnóstico devido às alterações fisiológicas e anatômicas que mascaram ou modificam os sinais e sintomas das doenças. A colecistite aguda é uma das causas não obstétricas mais comuns de dor abdominal grave na gestação, com uma incidência aumentada devido à maior ocorrência de colelitíase durante este período. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso e manejo adequado para evitar complicações maternas e fetais. O diagnóstico da colecistite aguda em gestantes baseia-se na história clínica, exame físico e exames complementares. A ultrassonografia abdominal é o método de imagem de escolha, sendo segura e eficaz na detecção de cálculos, espessamento da parede da vesícula e líquido perivesicular. Exames laboratoriais, incluindo hemograma e exames de função hepática (bilirrubinas, transaminases, fosfatase alcalina, gama-GT), são cruciais para avaliar a gravidade da inflamação, identificar complicações como colangite ou pancreatite e auxiliar no prognóstico. O tratamento inicial é conservador, com repouso, hidratação venosa, analgesia e antibióticos. Se houver falha no tratamento clínico ou complicações, a colecistectomia laparoscópica é o tratamento definitivo e é considerada segura, preferencialmente no segundo trimestre da gestação, quando o risco para o feto é menor. O manejo deve ser individualizado, considerando a idade gestacional e a condição clínica da paciente.
O exame de imagem de escolha para o diagnóstico de colecistite aguda na gravidez é a ultrassonografia abdominal, devido à sua segurança (ausência de radiação) e alta sensibilidade para detectar cálculos biliares e sinais inflamatórios da vesícula.
Os exames de função hepática são importantes para avaliar a presença de complicações como colestase, colangite ou pancreatite biliar, que podem indicar obstrução do ducto biliar comum e influenciar a decisão terapêutica e o prognóstico.
Sim, a gestação aumenta o risco de formação de cálculos biliares (colelitíase) e, consequentemente, de colecistite aguda, devido a alterações hormonais que levam à supersaturação da bile com colesterol e à diminuição da motilidade da vesícula biliar.
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