HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Mulher, de 25 anos de idade, gestante com idade gestacional de 13 semanas, procura o pronto atendimento por dor em hipocôndrio direito há 8 horas, associada a náuseas e vômitos. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, anictérica, com temperatura axilar de 37,9°C. O abdome está gravídico, flácido, doloroso à palpação de hipocôndrio direito, com pausa da inspiração durante a palpação profunda dessa região. A avaliação fetal está normal. Os exames laboratoriais revelaram leucócitos de 14.500/mm³ e PCR de 26mg/dL, sem demais alterações. Realizou a ultrassonografia de abdome superior, que evidenciou vesícula biliar de volume aumentado e conteúdo produtor de sombra acústica em seu interior, imóvel às mudanças de decúbito. Considerando a principal hipótese diagnóstica para esta paciente, qual é a conduta recomendada?
Gestante com colecistite aguda (Murphy +, febre, leucocitose, cálculo) → colecistectomia é a conduta padrão.
A colecistite aguda na gestação é uma emergência cirúrgica. O diagnóstico é clínico e ultrassonográfico, e a colecistectomia laparoscópica é o tratamento de escolha, preferencialmente no segundo trimestre, para evitar complicações maternas e fetais.
A colecistite aguda é a segunda causa mais comum de abdome agudo não obstétrico na gestação, sendo a colelitíase um fator predisponente. A gravidez aumenta o risco de formação de cálculos biliares devido a alterações hormonais que afetam a motilidade da vesícula e a composição da bile. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações maternas e fetais. O quadro clínico é caracterizado por dor intensa em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e febre. O sinal de Murphy é um achado importante. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e elevação de PCR. A ultrassonografia é o método diagnóstico de escolha, revelando cálculos, espessamento da parede da vesícula e líquido perivesicular. A conduta recomendada para colecistite aguda em gestantes é a colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica. O segundo trimestre é o período mais seguro para a cirurgia, mas em casos de urgência, pode ser realizada em qualquer trimestre. O tratamento conservador inicial com antibióticos e analgésicos pode ser tentado em casos leves, mas a falha terapêutica ou a piora do quadro indicam a necessidade de intervenção cirúrgica.
Dor intensa e persistente em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos, febre baixa e sinal de Murphy positivo são os sintomas clássicos.
A ultrassonografia de abdome superior é o exame de imagem de escolha, por ser segura e eficaz na detecção de cálculos e sinais inflamatórios da vesícula biliar.
O segundo trimestre da gestação é geralmente considerado o período mais seguro para a realização de cirurgias não obstétricas, minimizando riscos para a mãe e o feto.
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