HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Paciente com 62 anos vai ao pronto-socorro com dor em hipocôndrio direito, com irradiação para o dorso, associada a náuseas e vômitos, há 1 dia. Sem febre, hipertensão arterial controlada. Ao exame clínico a paciente estava em regular estado geral, anictérica, pulso de 110 bpm, PA: 150 x 90 mmHg, FR: 20 ipm. Exame cardiorrespiratório sem alterações eabdome globoso, distendido, tenso à palpação, sinal de Murphy positivo. Laboratório: Creatinina: 1,2 mg/dL, Hemoglobina: 11,3 g/dL, Leucócitos: 12.670/mm³, Plaquetas: 118.000, FA: 72 U/L, GGT:45 U/L, Amilase: 20 U/L, Lipase: 20 U/L, APACHE II = 7. Realizado um exame ultrassonográfico mostrado na imagem. A conduta preconizada nesse caso é:
Colecistite aguda sem sinais de gravidade ou instabilidade → colecistectomia videolaparoscópica precoce.
A paciente apresenta quadro clínico, laboratorial e ultrassonográfico compatível com colecistite aguda. Com APACHE II de 7, sem sinais de sepse grave ou comorbidades descompensadas, a colecistectomia videolaparoscópica precoce é a conduta de escolha, preferencialmente nas primeiras 72 horas.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. O quadro clínico típico inclui dor intensa no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e, por vezes, febre. O exame físico revela dor à palpação no hipocôndrio direito e o sinal de Murphy positivo. Laboratorialmente, pode haver leucocitose. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, demonstrando cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico. A paciente do caso apresenta um quadro clássico de colecistite aguda, com dor em hipocôndrio direito irradiando para o dorso, náuseas, vômitos, taquicardia, PA elevada, abdome tenso com Murphy positivo e leucocitose. O APACHE II de 7 indica uma gravidade moderada, mas não contraindica a cirurgia. A ultrassonografia (embora a imagem não esteja disponível, o enunciado implica achados compatíveis) confirmaria o diagnóstico. A conduta preconizada para a colecistite aguda, na maioria dos casos, é a colecistectomia. A abordagem videolaparoscópica é a preferencial, devido a menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. A cirurgia deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, para reduzir a taxa de complicações e a dificuldade técnica da cirurgia. A colecistostomia é reservada para pacientes com alto risco cirúrgico ou com inflamação local muito intensa que inviabilize a colecistectomia. O tratamento não operatório com antibioticoterapia é uma opção para pacientes com alto risco cirúrgico que não podem ser operados ou em casos muito leves, mas não é a conduta definitiva para a maioria dos pacientes.
A colecistite aguda manifesta-se com dor intensa no hipocôndrio direito, que pode irradiar para o dorso ou escápula, associada a náuseas, vômitos e, frequentemente, febre. O sinal de Murphy positivo é um achado clássico ao exame físico.
A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de colecistite aguda, revelando cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula biliar, líquido pericolecístico e, por vezes, o sinal de Murphy ultrassonográfico.
A colecistectomia videolaparoscópica é a conduta preferencial na colecistite aguda em pacientes sem sinais de sepse grave, instabilidade hemodinâmica ou comorbidades descompensadas, sendo idealmente realizada nas primeiras 72 horas do início dos sintomas para reduzir complicações.
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