DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Paciente feminina, 48 anos, procura atendimento queixando-se de dor abdominal em cólicas, há 12 horas, inicialmente epigástrica, localizando em hipocôndrio direito, associada a vômitos. Nega melhora após uso de analgésicos e antiespasmódicos. Ao exame físico: corada, hidratada, anictérica, acianótica, febril. Estável hemodinamicamente, com dor a palpação de todo andar superior do abdome, muito doloroso em hipocôndrio direito, com interrupção da inspiração durante a palpação do ponto cístico. Exames séricos revelaram leucocitose, aumento de proteína C reativa, com amilase normal. A principal hipótese diagnóstica é:
Colecistite aguda → dor HD persistente, febre, leucocitose, Murphy +, amilase normal.
A colecistite aguda é caracterizada por dor persistente no hipocôndrio direito, febre e leucocitose, frequentemente desencadeada por cálculos biliares. O sinal de Murphy positivo é um achado clássico que indica inflamação da vesícula biliar. A amilase normal ajuda a descartar pancreatite.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que requer atenção médica, sendo uma das principais causas de dor abdominal aguda em adultos. A compreensão de sua apresentação clínica é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. O diagnóstico da colecistite aguda baseia-se na tríade de dor no hipocôndrio direito, febre e leucocitose. O sinal de Murphy, caracterizado pela interrupção da inspiração profunda durante a palpação do hipocôndrio direito, é um achado semiológico altamente sugestivo. Exames laboratoriais como hemograma e PCR auxiliam na confirmação da resposta inflamatória, enquanto a amilase e lipase normais ajudam a excluir pancreatite. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico. O tratamento inicial envolve hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia empírica. A colecistectomia, preferencialmente laparoscópica, é o tratamento definitivo e deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 72 horas, para reduzir complicações. A não resolução da dor ou piora do quadro clínico após o tratamento conservador pode indicar a necessidade de intervenção cirúrgica de urgência.
A colecistite aguda manifesta-se com dor persistente no hipocôndrio direito, febre, náuseas, vômitos e, classicamente, o sinal de Murphy positivo.
A amilase sérica geralmente é normal na colecistite aguda. Sua elevação sugere pancreatite, que deve ser considerada no diagnóstico diferencial da dor abdominal superior.
A colecistite aguda apresenta inflamação persistente (febre, leucocitose, Murphy positivo) e dor contínua, enquanto a cólica biliar é uma dor intermitente sem sinais inflamatórios sistêmicos.
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