SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Durante a história da medicina, várias estruturas anatômicas ou achados semiológicos foram batizados com o nome de seus ''descobridores''. Muitos destes epônimos são difíceis de memorizar, e ainda são citados somente pela sua importância histórica, porém alguns deles são consagrados em nosso meio e dificilmente deixarão de existir. Marque a alternativa cuja sequência completa corretamente os espaços da frase abaixo: ''Em um paciente com colecistite aguda, pode ser possível encontrarmos o sinal de_______________, e uma das possíveis vias cirúrgicas é através da incisão de:
Colecistite aguda → Sinal de Murphy (+) e incisão de Kocher para colecistectomia aberta.
O sinal de Murphy é patognomônico da colecistite aguda, caracterizado por dor súbita e interrupção da inspiração profunda durante a palpação do hipocôndrio direito. A incisão de Kocher, subcostal direita, é uma via cirúrgica clássica para acesso à vesícula biliar em colecistectomias abertas.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves como perfuração da vesícula, peritonite ou sepse. A epidemiologia mostra que é mais comum em mulheres, multíparas, obesas e acima dos 40 anos (os "4 Fs": female, fertile, fat, forty). O diagnóstico da colecistite aguda é primariamente clínico, baseado na história de dor em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e febre. O exame físico revela o clássico sinal de Murphy positivo, que é a interrupção súbita da inspiração profunda devido à dor intensa durante a palpação do quadrante superior direito do abdome. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, demonstrando espessamento da parede da vesícula, cálculos e líquido perivesicular. O tratamento padrão para colecistite aguda é a colecistectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica (preferencial) ou aberta. A incisão de Kocher, uma incisão subcostal direita, é a abordagem clássica para a colecistectomia aberta, oferecendo excelente acesso à vesícula biliar. O manejo pré-operatório inclui hidratação, analgesia e antibioticoterapia. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas atrasos podem levar a complicações sérias, reforçando a importância do reconhecimento precoce dos sinais e sintomas.
O sinal de Murphy é pesquisado pedindo ao paciente para inspirar profundamente enquanto o examinador palpa o hipocôndrio direito, abaixo da margem costal. O teste é positivo se houver dor súbita e interrupção da inspiração devido à inflamação da vesícula biliar.
A incisão de Kocher é uma incisão subcostal direita que oferece excelente exposição para a vesícula biliar e o trato biliar, sendo tradicionalmente utilizada em colecistectomias abertas e outras cirurgias hepato-biliares. Permite um bom campo operatório.
Os diagnósticos diferenciais incluem colecistite aguda, cólica biliar, hepatite, úlcera péptica perfurada, pneumonia de base direita, pielonefrite, abscesso hepático e síndrome de Fitz-Hugh-Curtis. A história clínica e exames complementares são fundamentais para a diferenciação.
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