Colecistite Aguda: Diagnóstico e Exame de Imagem Essencial

FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021

Enunciado

Paciente feminina de 50 anos, previamente hígida, com história prévia de colelitíase, retorna ao pronto socorro com dores em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos. Nega icterícia. Ao exame está anictérica, com dor em quadrante superior direito do abdome, sinal de Murphy positivo.A principal hipótese diagnóstica e exame mais sensível são:

Alternativas

  1. A) coledocolitíase e CPRE
  2. B) colecistite aguda e Ultrassonografia de abdome
  3. C) colangite e Tomografia de Abdome com Contraste
  4. D) colelitíase e Ressonância de Abdome

Pérola Clínica

Dor em hipocôndrio direito + Murphy positivo + colelitíase prévia → Colecistite Aguda, USG é exame mais sensível.

Resumo-Chave

A colecistite aguda é a principal hipótese diagnóstica em pacientes com história de colelitíase que apresentam dor em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e sinal de Murphy positivo. A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem de escolha, sendo o mais sensível para detectar os sinais inflamatórios da vesícula biliar.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, sendo uma das complicações mais comuns da colelitíase. É uma condição cirúrgica frequente que exige diagnóstico e tratamento rápidos. A prevalência da colelitíase é alta, e a colecistite aguda representa uma parcela significativa das emergências abdominais, sendo um tema recorrente em provas de residência médica devido à sua importância clínica. O quadro clínico típico da colecistite aguda inclui dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, que pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e, por vezes, febre. O sinal de Murphy, caracterizado por dor à palpação do hipocôndrio direito durante a inspiração profunda, é um achado clássico e altamente sugestivo. A ausência de icterícia é um dado importante que ajuda a diferenciá-la de outras condições biliares, como a coledocolitíase ou colangite. Para o diagnóstico, a ultrassonografia de abdome é o exame de imagem de primeira linha e o mais sensível. Ela permite identificar cálculos na vesícula biliar, espessamento da parede vesicular (>3-4 mm), líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico. A confirmação diagnóstica e o tratamento, que geralmente envolve colecistectomia, são essenciais para prevenir complicações como perfuração da vesícula ou formação de abscesso. Residentes devem dominar a semiologia e a propedêutica para um manejo adequado desses pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da colecistite aguda?

Os principais sintomas incluem dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, que pode irradiar para o ombro ou escápula direita, náuseas, vômitos e febre. O sinal de Murphy positivo ao exame físico é um achado clássico.

Por que a ultrassonografia é o exame de escolha para colecistite aguda?

A ultrassonografia de abdome é o exame de escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade, baixo custo e não invasividade. Ela permite visualizar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico.

Como diferenciar colecistite aguda de coledocolitíase ou colangite?

A colecistite aguda geralmente não apresenta icterícia, enquanto a coledocolitíase (cálculo no ducto biliar comum) e a colangite (infecção do ducto biliar) tipicamente cursam com icterícia, febre e dor (Tríade de Charcot na colangite). A ultrassonografia pode ajudar a diferenciar, mostrando dilatação das vias biliares na coledocolitíase/colangite.

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