Colecistite Aguda: Critérios Diagnósticos de Tokyo 2018

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 55 anos, hipertenso, dislipidêmico, apresenta quadro de dor em hipocôndrio direito há 8 horas, sem melhora após o uso de dipirona, associado a náuseas e vômitos. Relata episódios prévios semelhantes, associados com alimentação gordurosa. Ao exame físico, paciente encontra-se febril, ictérico 1+/4+, abdome globoso, simétrico, ruídos hidroaéreos presentes, sinal de Murphy positivo e dor em todo o quadrante superior direito do abdome. Exames laboratoriais revelaram leucocitose, elevação da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. Considerando os Guidelines de Tokyo (2018), dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, não é um critério diagnóstico para colecistite aguda

Alternativas

  1. A) elevação da proteína C reativa.
  2. B) febre.
  3. C) icterícia.
  4. D) dor no quadrante superior direito do abdome.

Pérola Clínica

Icterícia não é critério diagnóstico para colecistite aguda pelos Guidelines de Tokyo 2018.

Resumo-Chave

Os Guidelines de Tokyo (2018) para colecistite aguda incluem sinais locais (Murphy, dor QSD), sistêmicos (febre, leucocitose, PCR elevada) e achados de imagem. A icterícia, embora possa estar presente em complicações como coledocolitíase, não é um critério diagnóstico direto para a colecistite aguda em si.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma condição inflamatória da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. O diagnóstico preciso e rápido é fundamental para o manejo adequado e para prevenir complicações graves. Os Guidelines de Tokyo (2018) são amplamente aceitos e fornecem uma estrutura clara para o diagnóstico e classificação da gravidade da colecistite aguda, sendo um conhecimento essencial para residentes e profissionais de emergência. Os critérios de Tokyo dividem os achados em três categorias: A (sinais locais de inflamação, como dor no quadrante superior direito e sinal de Murphy positivo), B (sinais sistêmicos de inflamação, como febre, leucocitose e elevação da proteína C reativa) e C (achados de imagem característicos). Para um diagnóstico definitivo, é necessária a presença de um critério de cada categoria. É importante notar que a icterícia, embora possa estar presente em pacientes com colecistite aguda complicada por coledocolitíase ou colangite, não é um critério diagnóstico para a colecistite aguda não complicada. Para o residente, a aplicação desses guidelines na prática clínica permite uma abordagem sistemática do paciente com suspeita de colecistite aguda. A diferenciação entre os achados que são critérios diagnósticos e aqueles que indicam complicações ou outras condições é crucial para o planejamento terapêutico, que pode variar desde o tratamento conservador até a colecistectomia de urgência. O domínio desses critérios otimiza a tomada de decisão e melhora os desfechos dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos para colecistite aguda pelos Guidelines de Tokyo (2018)?

Os critérios de Tokyo (2018) incluem: A) Sinais locais de inflamação (Murphy positivo, massa/dor/sensibilidade em QSD); B) Sinais sistêmicos de inflamação (febre, leucocitose, PCR elevada); C) Achados de imagem característicos. O diagnóstico definitivo requer um item de A, um de B e um de C.

Por que a icterícia não é um critério diagnóstico para colecistite aguda?

A icterícia não é um critério direto para colecistite aguda porque ela indica obstrução do ducto biliar comum, como na coledocolitíase ou colangite. Embora essas condições possam coexistir ou complicar a colecistite, a icterícia não é um achado primário da inflamação da vesícula biliar em si.

Qual a importância do sinal de Murphy positivo na colecistite aguda?

O sinal de Murphy positivo é um dos critérios locais de inflamação e é altamente sugestivo de colecistite aguda. Ele é elicido pela dor à palpação profunda do hipocôndrio direito durante a inspiração profunda, quando a vesícula inflamada entra em contato com a mão do examinador.

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