Colecistite Aguda: Complicações e Perfuração Biliar

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024

Enunciado

A respeito da colecistite aguda, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) A radiografia simples de abdome pode confirmar o diagnóstico clínico precoce da colecistite aguda. A presença de cálculos é confirmada com a visualização do espessamento da parede da vesícula biliar.
  2. B) A perfuração da vesícula biliar é uma complicação frequente da colecistite aguda e pode ocorrer em até 10% dos casos, sendo observada em pacientes que apresentam piora clínica acentuada, aumento da dor, sinais de irritação peritoneal, febre, leucocitose, calafrios e hipotensão arterial.
  3. C) A queixa clínica inicial da colecistite aguda é uma dor súbita, bem localizada no quadrante superior direito do abdome, associada a anorexia, náuseas e vômitos, sendo a febre pouco comum no início do quadro.
  4. D) A colecistectomia é o procedimento cirúrgico de escolha para o tratamento da colecistite aguda e deverá ser realizada em caráter eletivo, exceto na suspeita de complicações, como empiema, abscesso perivesicular e gangrena de vesícula biliar, onde a cirurgia de emergência está indicada.

Pérola Clínica

Piora súbita em colecistite aguda + irritação peritoneal → suspeitar perfuração de vesícula biliar.

Resumo-Chave

A perfuração da vesícula biliar é uma complicação grave da colecistite aguda, ocorrendo em até 10% dos casos, e deve ser suspeitada em pacientes com piora clínica, dor intensa, sinais de irritação peritoneal e instabilidade hemodinâmica, exigindo intervenção cirúrgica de emergência.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando à estase biliar, distensão da vesícula e inflamação. É uma das emergências abdominais mais comuns, com incidência crescente. A dor é tipicamente no quadrante superior direito, acompanhada de náuseas, vômitos e febre. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, que leva ao aumento da pressão intraluminal, isquemia da parede da vesícula e proliferação bacteriana. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose, PCR elevada) e, principalmente, por imagem, sendo a ultrassonografia o método de escolha. A presença de cálculos, espessamento da parede da vesícula e sinal de Murphy ultrassonográfico são achados característicos. O tratamento da colecistite aguda é primariamente cirúrgico, com a colecistectomia. Embora a cirurgia seja preferencialmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas), em casos de complicações como perfuração, gangrena, empiema ou abscesso perivesicular, a cirurgia de emergência é imperativa. A perfuração da vesícula biliar é uma complicação grave, ocorrendo em até 10% dos casos, manifestando-se com piora clínica acentuada, sinais de irritação peritoneal e instabilidade hemodinâmica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da colecistite aguda?

A colecistite aguda tipicamente apresenta dor súbita e intensa no quadrante superior direito do abdome, frequentemente irradiando para o ombro direito ou dorso, associada a náuseas, vômitos, febre e leucocitose.

Qual o exame de imagem de escolha para diagnosticar colecistite aguda?

A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, revelando cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico.

Quando a colecistectomia de emergência é indicada na colecistite aguda?

A colecistectomia de emergência é indicada em casos de colecistite aguda complicada, como perfuração, gangrena, empiema da vesícula biliar ou peritonite, onde há risco iminente à vida do paciente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo