Colecistite Aguda: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022

Enunciado

Paciente, sexo feminino, 34 anos de idade, procura o pronto socorro com queixa de dor em abdome superior há 12 horas. Refere náuseas, vômitos, hiporexia e piora da dor após alimentação. Relata, também , quadros prévios de dor abdominal após libação alimentar. Ao exame físico, bom estado geral, corada, Temperatura axilar: 38,2ºC, FC: 92bpm, PA: 122x78mmHg, FR: 18imp; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdome globoso às custas de panículo adiposo, flácido e com dor de forte intensidade à palpação de hipocôndrio direito. Diante desse caso clínico,Indique a conduta terapêutica adequada para essa paciente.

Alternativas

  1. A) Usar inibidor de bomba de próton e tratar H. pylori, se presente.
  2. B) Fazer antibiótico e colecistectomia.
  3. C) Manter observação e tratamento sintomático.
  4. D) Internar em UTI e preescrever nutrição parenteral e antibiótico.

Pérola Clínica

Dor em hipocôndrio direito + febre + náuseas/vômitos pós-prandiais → Colecistite Aguda = ATB + Colecistectomia.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro clássico de colecistite aguda, caracterizado por dor em hipocôndrio direito, febre, náuseas e piora da dor após alimentação, com histórico de dor pós-libação alimentar. O tratamento padrão inclui antibioticoterapia para cobrir possíveis infecções e colecistectomia, preferencialmente precoce.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando à estase biliar e infecção secundária. É uma condição comum, especialmente em mulheres de meia-idade, e representa uma emergência cirúrgica. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir complicações graves como perfuração da vesícula, peritonite ou sepse. O quadro clínico típico inclui dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, que pode irradiar para o dorso ou ombro, acompanhada de náuseas, vômitos e febre. O sinal de Murphy (dor à palpação do hipocôndrio direito durante a inspiração profunda) é um achado clássico. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, evidenciando cálculos, espessamento da parede da vesícula e líquido perivesicular. O tratamento da colecistite aguda envolve estabilização do paciente com hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia empírica de amplo espectro. A colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica, é o tratamento definitivo e deve ser realizada precocemente (geralmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas) para reduzir o risco de complicações e a duração da internação. Em casos de colecistite grave ou pacientes de alto risco cirúrgico, outras abordagens como colecistostomia percutânea podem ser consideradas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da colecistite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, que pode irradiar para o ombro ou escápula, acompanhada de náuseas, vômitos, febre e, por vezes, icterícia leve. A dor piora após refeições gordurosas.

Qual o tratamento inicial para colecistite aguda?

O tratamento inicial envolve hidratação venosa, analgesia, antieméticos e antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir germes entéricos. A colecistectomia (remoção da vesícula biliar) é o tratamento definitivo, preferencialmente realizada precocemente.

Como diferenciar colecistite aguda de cólica biliar?

A cólica biliar é uma dor intermitente e autolimitada, sem sinais de inflamação sistêmica (febre, leucocitose). A colecistite aguda apresenta dor persistente por mais de 6 horas, febre, leucocitose e sinais inflamatórios locais no exame físico e exames de imagem.

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