FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Mulher de 42 anos, com dor abdominal há um dia, procura a emergência do hospital. Refere que a dor inicialmente começou no epigástrio, entretanto com o passar das horas se localizou no quadrante superior direito (QSD). A paciente relata um pouco de náusea, mas nega vômito. Ao exame físico sua temperatura é de 38°C, estando o restante de seus sinais vitais normais. O exame físico geral, neurológico e cardiorrespiratório não apresentam anormalidades e o exame abdominal revela um abdome globoso, timpânico, sem visceromegalias e sem cicatrizes cirúrgicas. Na palpação, a paciente apresenta dor no quadrante superior direito, sem sinais de irritação peritoneal e os ruídos abdominais estão presentes. Os exames bioquímicos mostram leucócitos 18.000 / mm3: amilase de 68 mg / dL; proteína C reativa (PCR) de 8,0; fosfatase alcalina de 240 U/L; bilirrubinas totais de 1.0: gGT de 250; TGO 26 U/L e TGP de 34 U/L. Qual das afirmativas abaixo corresponde ao diagnóstico clínico mais provável e o exame de imagem a ser solicitado inicialmente para confirmação diagnóstica?
Dor epigástrica → QSD, febre, leucocitose, FA/GGT ↑, amilase normal, sem irritação peritoneal → Colecistite aguda; USG abdominal para confirmação.
A apresentação clínica (dor migratória, febre, náusea, dor em QSD) e os exames laboratoriais (leucocitose, PCR elevada, FA e GGT elevadas com amilase normal) são altamente sugestivos de colecistite aguda. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para confirmar o diagnóstico, evidenciando cálculos, espessamento da parede da vesícula e sinal de Murphy ultrassonográfico.
A colecistite aguda é uma condição inflamatória da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, sendo uma emergência cirúrgica comum. O diagnóstico precoce e preciso é crucial para evitar complicações graves, tornando este um tópico de alta relevância para residentes e estudantes de medicina. A apresentação clínica clássica inclui dor abdominal que se inicia no epigástrio e migra para o quadrante superior direito (QSD), acompanhada de náuseas, febre e, por vezes, vômitos. Ao exame físico, o sinal de Murphy é frequentemente positivo. Laboratorialmente, observa-se leucocitose com desvio à esquerda, elevação da proteína C reativa (PCR), e, em casos de colestase associada, elevação de fosfatase alcalina (FA) e gama-glutamil transferase (GGT), enquanto a amilase e lipase geralmente permanecem normais, diferenciando-a da pancreatite. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia abdominal, que é o exame de imagem de escolha. Os achados ultrassonográficos incluem cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico. O tratamento da colecistite aguda é primariamente cirúrgico, com colecistectomia, geralmente por via laparoscópica, e antibioticoterapia para cobrir patógenos entéricos comuns.
A colecistite aguda tipicamente se manifesta com dor abdominal no quadrante superior direito (QSD), que pode ter iniciado no epigástrio, náuseas, vômitos, febre e leucocitose. O sinal de Murphy (dor à palpação do QSD durante a inspiração profunda) é um achado clássico ao exame físico.
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para confirmar a colecistite aguda. Ela pode evidenciar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula biliar (>3-4 mm), líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico (dor localizada ao pressionar a vesícula com o transdutor).
A colecistite aguda se diferencia da cólica biliar pela presença de febre, leucocitose e inflamação sistêmica. Da pancreatite aguda, diferencia-se pela amilase e lipase séricas normais (na pancreatite, estariam elevadas) e pela localização da dor, que na pancreatite é mais tipicamente epigástrica com irradiação para o dorso.
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