HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Uma mulher de 38 anos vem ao pronto-socorro com dor no epigástrio irradiada para o hipocôndrio direito, que se iniciou algumas horas após o jantar. Diz que já teve alguns episódios semelhantes, que se resolviam em poucas horas. No entanto, agora a dor não passa. Diz ter tido febre (não mediu) e um episódio de vômito não bilioso. Qual é a causa mais provável da dor desta senhora?
Dor epigástrica/HCD pós-prandial + febre + vômito + história prévia → Colecistite Aguda.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. A dor é tipicamente pós-prandial, irradiada para o hipocôndrio direito, acompanhada de febre e vômitos, e não se resolve espontaneamente, diferenciando-a de uma cólica biliar simples.
A colecistite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, caracterizada pela inflamação da vesícula biliar, geralmente secundária à obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. Sua prevalência é maior em mulheres de meia-idade, e a história de episódios prévios de cólica biliar é um fator de risco importante. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações graves. A fisiopatologia envolve a impactação de um cálculo no ducto cístico, levando à estase biliar, aumento da pressão intraluminal e inflamação da parede da vesícula. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade de dor em hipocôndrio direito, febre e leucocitose, além do sinal de Murphy positivo. Exames de imagem como a ultrassonografia abdominal são fundamentais para confirmar a presença de cálculos e sinais de inflamação vesicular. O tratamento da colecistite aguda envolve medidas de suporte como jejum, hidratação e analgesia, além de antibioticoterapia para cobrir possíveis infecções bacterianas secundárias. A colecistectomia laparoscópica é o tratamento definitivo e deve ser realizada preferencialmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas para reduzir o risco de complicações como perfuração, empiema ou fístula biliar.
Os sintomas clássicos incluem dor intensa e persistente no epigástrio ou hipocôndrio direito, frequentemente irradiada para o dorso ou ombro, acompanhada de febre, náuseas e vômitos. A dor geralmente piora após refeições gordurosas.
A cólica biliar é uma dor intermitente que se resolve em poucas horas, sem sinais de inflamação sistêmica. A colecistite aguda, por outro lado, apresenta dor contínua por mais de 6 horas, febre, leucocitose e sinal de Murphy positivo.
O tratamento inicial envolve jejum, hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia de amplo espectro. A colecistectomia (remoção da vesícula biliar) é o tratamento definitivo, geralmente realizada nas primeiras 72 horas.
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