Colecistite Aguda: Diagnóstico por Imagem e Tratamento

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Em relação a doenças da vesícula biliar, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) O Ultrassom é um exame diagnóstico que, além de mostrar cálculos, pode mostrar outros achados de colecistite aguda, como líquido perivesicular e espessamento de parede. A tomografia também serve para a colecistite aguda, mas é menos sensível para o achado de cálculos biliares.
  2. B) O jejum prolongado e o uso de análogos da somatostatina são fatores protetores e aumentam a solubilidade da bile na vesícula biliar.
  3. C) A dor na forma clássica, ou seja, a cólica biliar, ocorre com a gordura em íleo, provocando inibição da CCK (cole-cistocinina) e ocorre em menos de 50% dos casos.
  4. D) O tratamento de escolha é a colecistectomia aberta, ou convencional, sempre que possível. Em algumas exceções, podemos usar da colecistectomia videolaparoscópica.
  5. E) A colecistite aguda alitíasica pode ocorrer em casos de queimaduras, politraumas, imunossupressão e diabetes, sendo que o início precoce de nutrição parenteral total é um fator protetor para estes pacientes.

Pérola Clínica

US é padrão-ouro para colecistite aguda: mostra cálculos, espessamento de parede e líquido perivesicular. TC menos sensível para cálculos.

Resumo-Chave

O ultrassom abdominal é o exame de escolha para o diagnóstico de colecistite aguda, pois detecta cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula e líquido perivesicular. Embora a TC possa ser útil para complicações, sua sensibilidade para cálculos é inferior à do ultrassom.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que se manifesta com dor no quadrante superior direito do abdome, febre e leucocitose. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações como perfuração e sepse. O ultrassom abdominal é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico, pois é altamente sensível para detectar cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico. A tomografia computadorizada pode ser útil para avaliar complicações ou diagnósticos diferenciais, mas é menos sensível para cálculos biliares. O tratamento padrão para a colecistite aguda é a colecistectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica, realizada precocemente (nas primeiras 72 horas). A colecistite alitiasica, uma forma grave sem cálculos, ocorre em pacientes críticos e também requer tratamento agressivo, muitas vezes com colecistectomia ou colecistostomia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados ultrassonográficos na colecistite aguda?

Os principais achados incluem cálculos biliares impactados no ducto cístico, espessamento da parede da vesícula (>3-4 mm), líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico positivo.

Por que o ultrassom é preferível à tomografia para colecistite aguda?

O ultrassom é mais sensível para detectar cálculos biliares, é não invasivo, não utiliza radiação ionizante e pode ser realizado à beira do leito, sendo a primeira escolha para o diagnóstico.

Quais são os fatores de risco para colecistite aguda alitiasica?

A colecistite aguda alitiasica ocorre em pacientes gravemente enfermos, como aqueles com queimaduras extensas, politrauma, sepse, imunossupressão, diabetes e nutrição parenteral prolongada.

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