PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em relação a doenças da vesícula biliar, assinale a alternativa CORRETA.
US é padrão-ouro para colecistite aguda: mostra cálculos, espessamento de parede e líquido perivesicular. TC menos sensível para cálculos.
O ultrassom abdominal é o exame de escolha para o diagnóstico de colecistite aguda, pois detecta cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula e líquido perivesicular. Embora a TC possa ser útil para complicações, sua sensibilidade para cálculos é inferior à do ultrassom.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que se manifesta com dor no quadrante superior direito do abdome, febre e leucocitose. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações como perfuração e sepse. O ultrassom abdominal é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico, pois é altamente sensível para detectar cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico. A tomografia computadorizada pode ser útil para avaliar complicações ou diagnósticos diferenciais, mas é menos sensível para cálculos biliares. O tratamento padrão para a colecistite aguda é a colecistectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica, realizada precocemente (nas primeiras 72 horas). A colecistite alitiasica, uma forma grave sem cálculos, ocorre em pacientes críticos e também requer tratamento agressivo, muitas vezes com colecistectomia ou colecistostomia.
Os principais achados incluem cálculos biliares impactados no ducto cístico, espessamento da parede da vesícula (>3-4 mm), líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico positivo.
O ultrassom é mais sensível para detectar cálculos biliares, é não invasivo, não utiliza radiação ionizante e pode ser realizado à beira do leito, sendo a primeira escolha para o diagnóstico.
A colecistite aguda alitiasica ocorre em pacientes gravemente enfermos, como aqueles com queimaduras extensas, politrauma, sepse, imunossupressão, diabetes e nutrição parenteral prolongada.
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