Colecistite Aguda: Opções de Tratamento e Critérios de Tóquio

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020

Enunciado

Quanto ao tratamento da colecistite aguda, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o tratamento clínico exclusivo não tem mais espaço no arsenal.
  2. B) o colecistectomia por videolaparoscopia está bem indicada no Tokio 1, porém é umacontraindicação no Tokio 2.
  3. C) a drenagem percutânea tem espaço em casos de Tokio 2 e 3.
  4. D) a escolha do antibiótico empírico não modifica conforme a gravidade e o riscoresistência prévio.
  5. E) colecistectomia aberta deve ser a opção no quadro agudo.

Pérola Clínica

Colecistite aguda: drenagem percutânea é opção para casos graves (Tóquio 2/3) ou alto risco cirúrgico.

Resumo-Chave

A drenagem percutânea da vesícula biliar é uma alternativa eficaz para pacientes com colecistite aguda grave (grau 2 ou 3 pelos critérios de Tóquio) ou para aqueles com alto risco cirúrgico que não podem ser submetidos à colecistectomia imediata.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que requer atenção rápida para evitar complicações como perfuração, abscesso ou sepse. O manejo adequado é um tópico frequente em provas de residência e na prática clínica. O tratamento da colecistite aguda envolve uma combinação de suporte clínico, antibioticoterapia e intervenção para remover a vesícula biliar ou drenar a infecção. A colecistectomia videolaparoscópica precoce (nas primeiras 72 horas) é o tratamento de escolha para a maioria dos pacientes. No entanto, a gravidade da doença e as comorbidades do paciente podem influenciar a abordagem. Os critérios de Tóquio (TG18/TG13) são amplamente utilizados para classificar a gravidade e guiar a conduta. Para pacientes com colecistite aguda grave (grau II ou III) ou aqueles com alto risco cirúrgico, a drenagem percutânea da vesícula biliar (colecistostomia) pode ser uma opção para estabilizar o paciente antes de uma cirurgia definitiva ou como tratamento paliativo. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir gram-negativos e anaeróbios, e pode ser ajustada conforme a gravidade e o risco de resistência. O tratamento clínico exclusivo raramente é suficiente, e a colecistectomia aberta é reservada para casos complexos ou falha da videolaparoscopia.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do tratamento da colecistite aguda?

O tratamento da colecistite aguda geralmente envolve medidas de suporte (hidratação, analgesia), antibioticoterapia empírica e, idealmente, a colecistectomia (remoção cirúrgica da vesícula biliar), preferencialmente por via videolaparoscópica.

Quando a drenagem percutânea da vesícula biliar é indicada?

A drenagem percutânea é indicada para pacientes com colecistite aguda grave (grau II ou III pelos critérios de Tóquio) que apresentam alto risco cirúrgico ou que não são candidatos à colecistectomia imediata. Ela serve como uma medida temporária para controlar a infecção e inflamação.

Como os critérios de Tóquio influenciam a conduta na colecistite aguda?

Os critérios de Tóquio classificam a colecistite aguda em três graus de gravidade (I, II, III), auxiliando na estratificação do risco e na escolha da melhor abordagem terapêutica. Casos de grau I podem ter colecistectomia precoce, enquanto graus II e III podem exigir tratamento mais agressivo ou drenagem.

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