UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
Paciente com colelitíase de início de dor no quadrante superior direito há um dia. Ao realizar um ultrassom, foram observados sinais de colecistite aguda calculosa. Sobre a colecistite aguda, é correto afirmar:
Colecistite aguda: inflamação inicial estéril, infecção bacteriana secundária.
A colecistite aguda calculosa geralmente começa como um processo inflamatório estéril devido à obstrução do ducto cístico por um cálculo. A infecção bacteriana é uma complicação secundária que ocorre em fases mais avançadas, justificando o uso de antibióticos em casos moderados a graves.
A colecistite aguda calculosa é uma condição inflamatória comum da vesícula biliar, geralmente precipitada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma das principais causas de dor abdominal aguda no quadrante superior direito e um tema recorrente em provas de residência. A compreensão de sua fisiopatologia é fundamental para o manejo adequado. A fisiopatologia inicia-se com a impactação de um cálculo no ducto cístico, levando à estase biliar e aumento da pressão intraluminal. Isso causa distensão da vesícula, isquemia da parede e liberação de mediadores inflamatórios, resultando em um processo inflamatório inicialmente estéril. A infecção bacteriana é uma complicação secundária, ocorrendo em cerca de 50-70% dos casos, especialmente em fases mais avançadas ou em pacientes imunocomprometidos. Os principais patógenos são bactérias entéricas como E. coli, Klebsiella e Enterococcus. O diagnóstico baseia-se na tríade de dor no QSD, febre e leucocitose, associada a achados de imagem (ultrassonografia) como espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico. O tratamento envolve suporte clínico (analgesia, hidratação), antibióticos (se houver suspeita de infecção ou em casos moderados/graves) e colecistectomia, preferencialmente laparoscópica e precoce, para remover a vesícula biliar.
A principal causa é a obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando ao acúmulo de bile e inflamação da parede da vesícula biliar.
A infecção bacteriana é uma complicação secundária que ocorre em fases mais avançadas da colecistite, geralmente após a inflamação inicial estéril, e é mais comum em casos de colecistite grave ou gangrenosa.
O tratamento definitivo é a colecistectomia, preferencialmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas) em pacientes estáveis, para reduzir o risco de complicações e a necessidade de cirurgia de emergência.
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