SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Uma paciente de 46 anos de idade compareceu ao atendimento com dor em hipocôndrio direito há 12 horas, febre e náuseas. Ao exame, apresentou FC = 102 bpm, FR = 19 irpm e saturação = 98%. O ultrassom mostrou espessamento parietal, cálculo impactado no infundíbulo e Murphy ultrassonográfico positivo. Quanto à conduta mais adequada a esse caso, assinale a alternativa correta:
Dor em HCD + Murphy (+) + Parede espessada → Colecistectomia Laparoscópica Precoce (<72h).
O tratamento padrão-ouro para colecistite aguda em pacientes com risco cirúrgico aceitável é a colecistectomia laparoscópica precoce, preferencialmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas.
A colecistite aguda resulta da obstrução persistente do ducto cístico, geralmente por um cálculo, levando à inflamação e possível infecção secundária. O diagnóstico baseia-se na tríade de sinais locais de inflamação (Murphy, dor/massa em HCD), sinais sistêmicos (febre, PCR elevada, leucocitose) e achados de imagem. Os Critérios de Tóquio 2018 (TG18) estratificam a gravidade em Graus I (leve), II (moderada) e III (grave). Para Graus I e II, a colecistectomia laparoscópica precoce é a conduta preferencial. O uso de antibióticos é adjuvante e não substitui a necessidade de controle do foco infeccioso.
O momento ideal é a colecistectomia laparoscópica precoce, idealmente realizada dentro de 72 horas após o início dos sintomas. Estudos demonstram que a intervenção precoce reduz o tempo total de hospitalização e os custos, sem aumentar a taxa de conversão para cirurgia aberta ou a morbidade em comparação com a colecistectomia tardia (após 6-8 semanas de tratamento clínico).
Os principais achados incluem a presença de cálculos biliares (frequentemente impactados no infundíbulo), espessamento da parede da vesícula biliar (> 4 mm), líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico positivo (dor à compressão da vesícula pelo transdutor).
A colecistostomia percutânea é reservada para pacientes com colecistite aguda grave (Grau III de Tóquio) ou pacientes criticamente enfermos que não possuem condições clínicas para suportar uma anestesia geral e o estresse cirúrgico da colecistectomia.
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