Colecistite Aguda: Diagnóstico da Dor no Quadrante Superior Direito

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

Paciente, 45 anos, se apresenta ao pronto-socorro com dor abdominal no quadrante superior direito que começou há 5 horas. Ele relata febre, náuseas e vômitos. Ao exame, a dor é intensa e contínua, com irradiação para o ombro direito. Com base nessas informações, a condição mais provável é:

Alternativas

  1. A) Apendicite aguda.
  2. B) Úlcera perfurada.
  3. C) Pancreatite aguda.
  4. D) Colecistite aguda.

Pérola Clínica

Dor em QSD contínua > 4-6h + febre + irradiação para ombro/escápula direita → alta suspeita de colecistite aguda.

Resumo-Chave

A dor da colecistite aguda irradia para o ombro ou escápula direita (sinal de Kehr) devido à irritação do nervo frênico pelo processo inflamatório do peritônio diafragmático adjacente à vesícula biliar. Esse padrão de dor referida é um forte indício diagnóstico.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, sendo uma das complicações mais comuns da colelitíase (cálculos na vesícula). É uma causa frequente de dor abdominal aguda que requer internação hospitalar. A condição afeta mais comumente mulheres de meia-idade, obesas e multíparas. A fisiopatologia se inicia com a obstrução persistente do ducto cístico por um cálculo, levando à estase biliar, distensão da vesícula e inflamação da parede vesicular, que pode evoluir com isquemia e necrose. O quadro clínico clássico é de dor contínua e intensa no quadrante superior direito (QSD) ou epigástrio, com duração superior a 4-6 horas, frequentemente associada a febre, náuseas e vômitos. A irradiação da dor para o ombro ou região escapular direita é um sinal característico. Ao exame físico, o sinal de Murphy (interrupção da inspiração profunda durante a palpação do ponto cístico) é altamente sugestivo. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia abdominal, que demonstra os sinais inflamatórios na vesícula. O tratamento envolve medidas de suporte (hidratação, analgesia, antibióticos) e a colecistectomia (remoção da vesícula biliar), que é o tratamento definitivo e deve ser realizada preferencialmente durante a mesma internação para evitar recorrências e complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos da colecistite aguda na ultrassonografia?

Os achados incluem espessamento da parede da vesícula (> 4 mm), líquido perivesicular, cálculo impactado no infundíbulo ou ducto cístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico positivo (dor à compressão focal da vesícula com o transdutor).

Qual o tratamento inicial para a colecistite aguda?

O tratamento inicial consiste em internação hospitalar, jejum, hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir gram-negativos e anaeróbios. O tratamento definitivo é a colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica.

Como diferenciar a colecistite aguda da pancreatite aguda?

A pancreatite geralmente causa dor epigástrica 'em faixa' com irradiação para o dorso, associada a náuseas e vômitos intensos. O diagnóstico é confirmado pela elevação de amilase e lipase (≥ 3x o LSN), enquanto na colecistite essas enzimas costumam ser normais ou pouco elevadas.

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