UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Mulher, 50 anos, dá entrada no PS com dor em hipocôndrio direito, que se irradia para o dorso, com forte intensidade, náuseas e vômitos, refere ainda um episódio de febre. Ao exame físico apresenta-se com sinal de Murphy positivo. O quadro clínico sugere:
Dor HD + irradiação dorso + febre + náuseas/vômitos + Murphy positivo → Colecistite aguda.
A colecistite aguda é caracterizada pela inflamação da vesícula biliar, geralmente precipitada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. A tríade clássica inclui dor em hipocôndrio direito, febre e leucocitose, sendo o sinal de Murphy positivo um achado físico patognomônico.
A colecistite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, geralmente causada pela impactação de um cálculo biliar no ducto cístico, levando à inflamação da vesícula biliar. A condição é mais prevalente em mulheres de meia-idade, obesidade e histórico de colelitíase. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade de dor em hipocôndrio direito, febre e leucocitose, com o sinal de Murphy positivo ao exame físico. Exames complementares como ultrassonografia abdominal são cruciais para confirmar o diagnóstico, evidenciando espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e cálculos impactados. O tratamento inicial envolve suporte clínico com hidratação, analgesia e antibioticoterapia de amplo espectro. O tratamento definitivo é a colecistectomia, preferencialmente laparoscópica, que deve ser realizada precocemente para evitar complicações como perfuração da vesícula, peritonite ou fístulas.
Os sintomas clássicos incluem dor intensa e persistente em hipocôndrio direito, que pode irradiar para o dorso ou ombro direito, náuseas, vômitos e febre.
O sinal de Murphy é a interrupção súbita da inspiração profunda do paciente durante a palpação do hipocôndrio direito, devido à dor. É um sinal altamente sugestivo de colecistite aguda.
A colecistite aguda se diferencia da cólica biliar pela presença de sinais inflamatórios sistêmicos (febre, leucocitose) e pelo sinal de Murphy positivo, além de dor persistente por mais de 6 horas.
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