UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Mulher de 33 anos, há 4 meses apresenta dor do tipo contínua intermitente (duração de cerca de 1 hora) no hipocôndrio direito e epigástrio. No último mês, passou por dois atendimentos em Unidade Básica de Saúde e uma passagem em Unidade de Pronto Atendimento, com diagnóstico clínico e de imagem de colelitíase. Há 16 horas apresenta dor contínua no mesmo local, defesa involuntária à palpação superficial e profunda, sem febre e disfunções orgânicas. Foi encaminhada para hospital de urgência. O hemograma, a amilasemia, as aminotransferaseses e as bilirrubinas estavam normais. A ultrassonografia abdominal foi repetida e iniciou-se jejum, hidratação, antibiótico e procedeu-se a colescistectomia por videolaparoscopia.Com base na conduta adotada, assinale a alternativa CORRETA.
Colecistite aguda branda → Colecistectomia videolaparoscópica precoce é a conduta padrão.
A paciente apresenta dor contínua com defesa, mas sem sinais de gravidade sistêmica ou disfunção orgânica, caracterizando colecistite aguda branda. A colecistectomia videolaparoscópica precoce é o tratamento de escolha, sendo segura e eficaz nesses casos.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. É uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, sendo crucial para residentes o reconhecimento precoce e a estratificação da gravidade, conforme as diretrizes de Tóquio. A apresentação clínica típica inclui dor no hipocôndrio direito, febre e leucocitose, embora a intensidade possa variar. A colecistite aguda branda, como no caso, não apresenta disfunção orgânica nem inflamação local grave, permitindo uma abordagem cirúrgica precoce e menos complexa. O diagnóstico é primariamente clínico e ultrassonográfico. A ultrassonografia abdominal é o método de imagem de escolha, revelando cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico. Exames laboratoriais, como hemograma, amilase, lipase e função hepática, são importantes para descartar outras condições e avaliar a presença de complicações como coledocolitíase ou pancreatite biliar. A ausência de alterações significativas nesses exames, juntamente com a clínica, reforça o diagnóstico de colecistite branda. O tratamento definitivo da colecistite aguda é a colecistectomia. Para casos brandos, a colecistectomia videolaparoscópica precoce (dentro de 24-72 horas do início dos sintomas) é a conduta padrão, associada a menor morbidade, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. O jejum, hidratação e analgesia são medidas de suporte iniciais. Antibióticos são indicados, especialmente em pacientes com febre ou sinais de infecção sistêmica, cobrindo gram-negativos e anaeróbios. A cirurgia aberta (laparotomia) é reservada para casos complicados ou quando a via laparoscópica não é viável.
A colecistite aguda branda é diagnosticada pela presença de dor no quadrante superior direito, sinal de Murphy positivo, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos de inflamação da vesícula biliar, sem sinais de disfunção orgânica ou inflamação local grave.
A colecistectomia videolaparoscópica é o tratamento de escolha para colecistite aguda, especialmente nos casos brandos, e deve ser realizada preferencialmente nas primeiras 24 a 72 horas do início dos sintomas para reduzir complicações e tempo de internação.
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para colecistite aguda devido à sua alta sensibilidade para cálculos biliares e sinais de inflamação da vesícula, sendo não invasiva e mais barata. A TC é reservada para casos atípicos, suspeita de complicações ou quando o diagnóstico ultrassonográfico é inconclusivo.
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