SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020
Paciente, sexo feminino, 36 anos de idade, procurou o Pronto Socorro do Hospital Geral, com queixa de dor em abdome superior há um dia, que evoluiu com piora da intensidade e migração para o hipocôndrio direito há oito horas. A paciente relata também episódios de náuseas, vômitos e hiporexia neste mesmo período. Nega febre ou outros sintomas. Refere quadros de dor abdominal prévios que melhoravam com o uso de analgésico comum. Ao exame físico, corada, hidratada, anictérica, FC: 98bpm, PA: 126X78mmHg, T: 37,8°C, dor à palpação profunda de hipocôndrio direito com piora à inspiração, levando a interromper a respiração. O médico plantonista solicitou exames laboratoriais e ultrassonografia de abdome. De acordo com o caso descrito. cite três achados da ultrassonografia de abdome compatíveis com o diagnóstico etiológico.
Murphy USG (+) + Parede > 3mm + Cálculo impactado = Colecistite Aguda.
A ultrassonografia é o exame de escolha inicial para colecistite aguda devido à alta sensibilidade para detectar cálculos, espessamento de parede e líquido perivesicular.
A colecistite aguda é uma síndrome clínica caracterizada por inflamação da parede da vesícula biliar, geralmente decorrente da obstrução persistente do ducto cístico por um cálculo (colecistite calculosa). O quadro clínico típico envolve dor persistente no hipocôndrio direito, febre e leucocitose. Os Critérios de Tóquio (TG18) são amplamente utilizados para o diagnóstico, integrando sinais locais de inflamação, sinais sistêmicos e achados de imagem. Na ultrassonografia, além do espessamento parietal e dos cálculos, pode-se observar a distensão da vesícula (diâmetro transverso > 4cm) e o aspecto de 'parede em camadas' ou edema subseroso. A identificação correta desses achados é crucial para a indicação cirúrgica (colecistectomia videolaparoscópica), que preferencialmente deve ser realizada de forma precoce.
Os achados clássicos incluem: 1. Espessamento da parede da vesícula biliar (geralmente > 3mm ou 4mm); 2. Presença de cálculos biliares, frequentemente um cálculo impactado no infundíbulo ou ducto cístico; 3. Sinal de Murphy ultrassonográfico positivo (dor à compressão da vesícula com o transdutor).
A presença de líquido ao redor da vesícula biliar (líquido pericolecístico) é um sinal de inflamação local mais intensa ou pode sugerir uma perfuração bloqueada da vesícula. É um critério ultrassonográfico importante para corroborar o diagnóstico de colecistite aguda.
Diferente do sinal de Murphy físico, o ultrassonográfico é mais específico, pois o examinador tem a certeza visual de que está comprimindo exatamente a vesícula biliar inflamada. Sua presença tem alto valor preditivo positivo para colecistite aguda em pacientes com dor no hipocôndrio direito.
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