PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
Com relação a COLECISTITE AGUDA, está correto:
Colecistite aguda: colecistectomia precoce (<72h) é o padrão ouro, salvo contraindicações.
A colecistectomia precoce (dentro das primeiras 72 horas do início dos sintomas) é a abordagem preferencial para a colecistite aguda, pois está associada a menor morbidade, menor tempo de internação e menor taxa de conversão para cirurgia aberta. Após 72 horas, a inflamação e fibrose aumentam o risco cirúrgico.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar (colelitíase), resultando em dor abdominal intensa, febre e leucocitose. É uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, e o manejo adequado é crucial para prevenir complicações graves. O tratamento definitivo da colecistite aguda é a colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica. As diretrizes atuais recomendam a realização da cirurgia nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, conhecida como colecistectomia precoce. Essa abordagem demonstrou reduzir a morbidade, o tempo de internação e a taxa de conversão para cirurgia aberta, além de evitar a progressão da inflamação. Em pacientes com comorbidades descompensadas, instabilidade hemodinâmica ou sepse, a cirurgia precoce pode ser contraindicada. Nesses casos, a colecistostomia percutânea, que consiste na drenagem da vesícula biliar sob anestesia local, pode ser uma alternativa temporária para estabilizar o paciente, permitindo a colecistectomia definitiva em um segundo momento, quando as condições clínicas forem mais favoráveis.
O momento ideal para a colecistectomia na colecistite aguda é nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, pois a cirurgia precoce está associada a melhores resultados, menor risco de complicações e menor tempo de internação.
A colecistostomia percutânea é uma opção para pacientes com colecistite aguda que apresentam alto risco cirúrgico devido a comorbidades graves, instabilidade hemodinâmica ou sepse, servindo como uma ponte para a colecistectomia definitiva ou como tratamento paliativo.
Atrasar a colecistectomia além de 72 horas pode aumentar o processo inflamatório e a fibrose local, tornando a dissecção mais difícil, elevando o risco de lesões de via biliar, sangramento e conversão para cirurgia aberta.
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