UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Quanto à colecistite aguda, é correto afirmar que
Colecistite Tokyo III = disfunção orgânica → drenagem precoce (colecistostomia) em pacientes instáveis.
A classificação de Tokyo para colecistite aguda estratifica a gravidade em três níveis. A Tokyo III (grave) é definida pela presença de disfunção orgânica. Nesses casos, especialmente em pacientes instáveis, a colecistostomia percutânea é uma abordagem conservadora e eficaz para drenagem e estabilização antes de uma colecistectomia definitiva.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. É uma condição cirúrgica comum, e sua gravidade pode variar amplamente, desde quadros leves até infecções sistêmicas graves com disfunção orgânica. A estratificação da gravidade é crucial para guiar o manejo. A Classificação de Tokyo é um sistema amplamente aceito para determinar a gravidade da colecistite aguda, dividindo-a em três graus: leve (Grau I), moderada (Grau II) e grave (Grau III). O Grau III é caracterizado pela presença de disfunção orgânica, como cardiovascular, neurológica, respiratória, renal, hepática ou hematológica. Essa classificação auxilia na tomada de decisão terapêutica, indicando a necessidade de abordagens mais agressivas ou conservadoras. Em pacientes com colecistite aguda grave (Tokyo III) ou naqueles com alto risco cirúrgico e instabilidade hemodinâmica, a colecistectomia imediata pode ser contraindicada. Nesses casos, a colecistostomia percutânea, que consiste na drenagem da vesícula biliar através de um cateter, é uma opção terapêutica valiosa. Ela permite o controle da infecção e a estabilização do paciente, podendo ser uma medida definitiva ou uma ponte para a colecistectomia em um segundo momento, quando o paciente estiver em melhores condições.
A classificação de Tokyo III (grave) é definida pela presença de disfunção de qualquer um dos seguintes sistemas orgânicos: cardiovascular (hipotensão), neurológico (alteração da consciência), respiratório (hipoxemia), renal (oligúria/creatinina elevada), hepático (bilirrubina/INR elevada) ou hematológico (plaquetopenia).
A colecistostomia percutânea é indicada para pacientes com colecistite aguda grave (Tokyo III) ou moderada (Tokyo II) que apresentam alto risco cirúrgico ou instabilidade clínica que impede a colecistectomia imediata. Ela serve como uma medida de controle da fonte de infecção e estabilização do paciente.
A Síndrome de Mirizzi ocorre quando um cálculo impactado no ducto cístico ou infundíbulo da vesícula biliar comprime extrinsecamente o ducto hepático comum, causando icterícia obstrutiva. O íleo biliar, por sua vez, é uma obstrução mecânica do intestino delgado causada pela migração de um cálculo biliar para o lúmen intestinal, geralmente através de uma fístula colecistoentérica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo