Colecistite Aguda: Diagnóstico e Exame de Imagem Ideal

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Mulher com 42 anos de idade dá entrada no setor de emergência apresentando quadro de dor abdominal no hipocôndrio direito, iniciada há 2 horas, após jantar em churrascaria. Ao exame, verifica-se sinal de Murphy presente. O melhor exame de imagem a ser solicitado para início da investigação desse quadro é a:

Alternativas

  1. A) ultrassonografia abdominal
  2. B) radiografia do abdome em ortostase
  3. C) tomografia computadorizada do abdome
  4. D) radiografia do abdome em decúbito dorsal

Pérola Clínica

Dor HD pós-prandial gorduroso + Murphy positivo → Colecistite Aguda, USG abdominal é o exame de escolha.

Resumo-Chave

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente precipitada por cálculos biliares que obstruem o ducto cístico. O quadro clínico típico inclui dor no hipocôndrio direito, frequentemente após refeições gordurosas, e o sinal de Murphy positivo. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para confirmar o diagnóstico.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma condição inflamatória da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar (colelitíase). É uma das causas mais comuns de dor abdominal aguda que requer internação hospitalar e intervenção cirúrgica. A epidemiologia mostra maior prevalência em mulheres, com fatores de risco como obesidade, idade avançada e gravidez. A fisiopatologia envolve a impactação de um cálculo no ducto cístico, levando à estase biliar, inflamação e, por vezes, infecção bacteriana secundária. O diagnóstico é baseado na tríade de dor no hipocôndrio direito, febre e leucocitose, além do sinal de Murphy positivo ao exame físico. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha, revelando cálculos, espessamento da parede da vesícula (>3mm), líquido perivesicular e dilatação do ducto biliar. O tratamento da colecistite aguda envolve medidas de suporte (analgesia, hidratação, jejum) e antibioticoterapia. A colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica, é o tratamento definitivo e deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, para reduzir o risco de complicações como perfuração ou empiema da vesícula.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para colecistite aguda?

Os critérios incluem dor no hipocôndrio direito, sinal de Murphy positivo, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos como espessamento da parede da vesícula biliar, líquido perivesicular ou cálculos impactados no ducto cístico.

Por que a ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para colecistite aguda?

A ultrassonografia é não invasiva, amplamente disponível, não utiliza radiação e possui alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico.

Qual a conduta inicial para um paciente com colecistite aguda?

A conduta inicial inclui jejum, hidratação venosa, analgesia, antibióticos de amplo espectro e, na maioria dos casos, colecistectomia laparoscópica precoce, preferencialmente nas primeiras 72 horas.

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