AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Dentre as alternativas abaixo, qual apresenta fator de risco aumentado para colecistite aguda alitiásica?
Colecistite aguda alitiásica → associada a estase biliar em pacientes críticos, como na terapia nutricional prolongada.
A colecistite aguda alitiásica é uma condição grave que ocorre na ausência de cálculos biliares, sendo mais comum em pacientes criticamente enfermos. A terapia nutricional parenteral prolongada é um fator de risco significativo, pois leva à estase biliar e à formação de lama biliar, predispondo à inflamação.
A colecistite aguda alitiásica (CAA) é uma forma grave de inflamação da vesícula biliar que ocorre na ausência de cálculos biliares. Embora menos comum que a colecistite litiásica, a CAA é responsável por uma parcela significativa de morbimortalidade, especialmente em pacientes criticamente enfermos. Sua incidência é maior em unidades de terapia intensiva, e o reconhecimento precoce é fundamental devido ao risco de complicações como gangrena e perfuração. A fisiopatologia da CAA é multifatorial, envolvendo estase biliar, isquemia da parede da vesícula biliar e inflamação sistêmica. Fatores de risco incluem sepse, trauma grave, queimaduras extensas, grandes cirurgias, choque, diabetes, vasculites e, notavelmente, a terapia nutricional parenteral total (NPT) prolongada. A NPT prolongada inibe a liberação de colecistocinina, resultando em estase biliar e formação de lama, o que predispõe à inflamação. O diagnóstico da CAA pode ser desafiador em pacientes críticos, que muitas vezes não conseguem expressar sintomas típicos. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes com febre inexplicável, leucocitose e dor abdominal difusa. A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico de escolha, mostrando espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e sinal de Murphy ultrassonográfico, na ausência de cálculos. O tratamento envolve suporte intensivo, antibióticos e, frequentemente, colecistectomia ou colecistostomia percutânea.
As principais causas incluem estase biliar, isquemia da vesícula biliar e infecção. É comum em pacientes críticos com sepse, trauma grave, queimaduras extensas, pós-operatório de grandes cirurgias e em uso prolongado de nutrição parenteral.
A ausência de ingestão oral e a estimulação da colecistocinina levam à estase biliar na vesícula, o que favorece a formação de lama biliar e a inflamação, mesmo sem cálculos.
Os sintomas são semelhantes à colecistite litiásica (dor em hipocôndrio direito, febre, leucocitose), mas em pacientes críticos podem ser mascarados. O diagnóstico é feito por ultrassonografia abdominal, que pode mostrar espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e ausência de cálculos.
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