HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2023
Mulher de 32 anos apresenta queixa de dor abdominal há 2 dias, em hipocôndrio direito, associada à náusea e episódios de febre. Nega episódios prévios semelhantes. No exame clínico apresenta icterícia leve. Nega alterações urinárias. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial. Ao exame clínico: bom estado geral, corada, hidratada e ictérica. Abdômen doloroso à palpação de hipocôndrio direito, sinal de Murphy positivo. Exames de laboratório mostram amilase de 160mgr/dl, hemograma normal, bilirrubina total de 3,7, sendo 2,5 de direta e 1,2 de indireta. Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a principal hipótese diagnóstica e o exame de imagem a ser solicitado.
Dor HD + febre + náusea + Murphy positivo + icterícia leve → Colecistite Aguda. USG abdome superior é o exame inicial.
A apresentação clínica com dor em hipocôndrio direito, febre, náuseas e sinal de Murphy positivo é altamente sugestiva de colecistite aguda. A icterícia leve com predomínio de bilirrubina direta pode indicar uma obstrução biliar associada (coledocolitíase), mas a colecistite é a hipótese principal. A ultrassonografia de abdome superior é o exame de imagem de primeira linha para confirmar o diagnóstico.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que se apresenta com dor abdominal intensa no hipocôndrio direito, febre, náuseas e o característico sinal de Murphy positivo. A icterícia pode estar presente em cerca de 15-20% dos casos, indicando uma possível coledocolitíase concomitante ou inflamação periampular. O diagnóstico da colecistite aguda é primariamente clínico, baseado nos sintomas e no exame físico. Os exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e, em casos de obstrução biliar, elevação das enzimas hepáticas e bilirrubinas, especialmente a direta. A amilase e lipase devem ser verificadas para excluir pancreatite. A ultrassonografia de abdome superior é o exame de imagem de escolha, pois é não invasiva, amplamente disponível e eficaz na detecção de cálculos, espessamento da parede da vesícula e líquido perivesicular. O tratamento da colecistite aguda envolve suporte clínico, antibioticoterapia e, na maioria dos casos, colecistectomia. A cirurgia é preferencialmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas) para reduzir complicações. É fundamental que o médico saiba diferenciar a colecistite aguda de outras causas de dor abdominal em hipocôndrio direito, como hepatites, úlcera péptica perfurada ou pancreatite, para garantir o manejo adequado e evitar desfechos desfavoráveis.
Os principais sinais e sintomas da colecistite aguda incluem dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, que pode irradiar para o ombro ou escápula direita, febre, náuseas, vômitos e o sinal de Murphy positivo à palpação abdominal.
A ultrassonografia de abdome superior é o exame de imagem de primeira escolha para o diagnóstico de colecistite aguda. Ela pode identificar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula biliar, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico.
A icterícia leve pode ocorrer na colecistite aguda se houver obstrução do ducto cístico ou, mais comumente, se um cálculo migrar para o ducto biliar comum (coledocolitíase associada), causando colestase e elevação da bilirrubina direta.
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