Colecistite Aguda: Diagnóstico e Exame de Imagem Ideal

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 52 anos, hipertensa e diabética, relata dor em andar superior do abdome, mais importante em hipocôndrio direito, associada a vômitos, com início há 1 dia, após alimentação copiosa em festa familiar. Ao exame físico, apresenta-se em REG, desidratada (1+/4+), anictérica, Tax = 37,8°C, FC = 100 bpm, PA = 170 X 100 mmHg, com abdome globoso, doloroso a palpação do epigástrio e hipocôndrio direito, com defesa involuntária a palpação do rebordo costal direito, sinal de Murphy negativo. Assinale a alternativa que indique a melhor hipótese diagnóstica para o caso descrito, assim como o exame complementar de imagem mais adequado:

Alternativas

  1. A) Pancreatite aguda, tomografia computadorizada.
  2. B) Colecistite aguda, ultrassonografia de abdome total.
  3. C) Colecistite aguda, ultrassonografia do abdome superior.
  4. D) Síndrome dispéptica aguda, endoscopia digestiva alta.

Pérola Clínica

Dor HD + febre + vômitos pós-prandial gorduroso → Colecistite aguda. USG abdome superior é 1ª linha.

Resumo-Chave

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente precipitada por cálculos biliares. A apresentação clínica típica inclui dor em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e febre. A ultrassonografia de abdome superior é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma condição inflamatória da vesícula biliar, na maioria dos casos (90-95%) associada à obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma das causas mais comuns de dor abdominal aguda que requer internação hospitalar e intervenção cirúrgica. A epidemiologia mostra maior incidência em mulheres, com fatores de risco como obesidade, gravidez e uso de estrogênios. A fisiopatologia envolve a impactação de um cálculo no ducto cístico, levando à estase biliar, inflamação e infecção secundária. Os sintomas clássicos incluem dor em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e febre. Ao exame físico, pode haver dor à palpação do hipocôndrio direito e sinal de Murphy positivo. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia de abdome superior, que pode evidenciar cálculos, espessamento da parede vesicular, líquido perivesicular e Murphy ultrassonográfico. O tratamento inicial envolve suporte clínico com analgesia, hidratação venosa e antibióticos de amplo espectro. A colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica, é o tratamento definitivo e deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, para reduzir complicações e tempo de internação.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para colecistite aguda?

Os critérios incluem dor em hipocôndrio direito, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos como espessamento da parede vesicular, líquido perivesicular e cálculo impactado no infundíbulo ou ducto cístico.

Qual a importância do sinal de Murphy na colecistite aguda?

O sinal de Murphy é a interrupção da inspiração profunda durante a palpação do hipocôndrio direito. É um sinal clássico, mas sua ausência não exclui o diagnóstico, especialmente em idosos ou pacientes com dor intensa.

Por que a ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha para colecistite aguda?

A ultrassonografia é não invasiva, de baixo custo, amplamente disponível e possui alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos, espessamento da parede vesicular e líquido perivesicular, achados característicos da colecistite aguda.

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