UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Paciente de 46 anos, sexo feminino, compareceu ao pronto atendimento com quadro de dor abdominal com caráter em cólicas, localizada em epigástrio e quadrante superior direito do abdome, irradiando para a porção superior direita do dorso, de 24 horas de evolução, iniciada após refeição. Quadro associado a náuseas e vômitos, plenitude, eructações e febre. Ao exame, paciente apresentava estabilidade he-modinâmica, desidratação e dor no quadrante superior direito do abdome. A respeito do caso apresentado acima é CORRETO afirmar:
USG abdominal é 1ª linha para colecistite aguda, mas interposição gasosa pode causar falso negativo; TC é alternativa em casos duvidosos.
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para a colecistite aguda, mas sua acurácia pode ser comprometida em situações de urgência devido a fatores como interposição gasosa, obesidade ou dor intensa, levando a falsos negativos. Nesses casos, outros exames como a tomografia computadorizada ou cintilografia biliar podem ser considerados.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum, especialmente em mulheres de meia-idade, e se manifesta com dor no quadrante superior direito do abdome, febre, náuseas e vômitos, frequentemente após refeições gordurosas. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como perfuração ou sepse. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, levando ao acúmulo de bile, distensão da vesícula e inflamação. O diagnóstico é baseado na tríade clínica (dor, febre, leucocitose) e exames de imagem. A ultrassonografia abdominal é o método de escolha inicial, capaz de identificar cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico. No entanto, é importante reconhecer suas limitações. A ultrassonografia, apesar de ser a primeira escolha, pode apresentar resultados falsos negativos, especialmente em situações de urgência. A interposição de gás intestinal, a obesidade ou a dor intensa que impede a colaboração do paciente podem dificultar a visualização adequada da vesícula biliar. Nesses casos, a tomografia computadorizada ou a cintilografia biliar (HIDA scan) podem ser úteis para confirmar o diagnóstico ou excluir outras patologias. O tratamento geralmente envolve antibioticoterapia e colecistectomia.
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para a colecistite aguda, pois é não invasiva, amplamente disponível e eficaz na detecção de cálculos biliares e sinais inflamatórios da vesícula.
A ultrassonografia pode apresentar falsos negativos devido a fatores como interposição gasosa intestinal, obesidade do paciente, dor intensa que impede a adequada visualização ou ausência de cálculos em colecistite alitiásica.
A tomografia computadorizada é indicada quando a ultrassonografia é inconclusiva ou negativa, mas a suspeita clínica de colecistite aguda permanece alta, ou para avaliar complicações e diagnósticos diferenciais.
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