HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Homem de 63 anos de idade, portador de hipertensão arterial e de diabetes com bom controle, procura o pronto-socorro com queixa de dor em quadrante superior direito do abdome, com início há 3 dias, associada a náuseas. Ao exame físico, apresenta sinal de Murphy positivo. Exames laboratoriais: leucócitos: 13.500/mm³, sem desvio à esquerda; creatinina: 1,3 mg/dL. O ultrassom de abdome mostra vesícula biliar de paredes discretamente espessadas (4 mm), com cálculo não móvel com a mudança de decúbito. Além de cuidados gerais, hidratação e antibioticoterapia, a melhor conduta para este paciente, dentre as abaixo, é:
Colecistite aguda (Murphy +, leucocitose, USG espessamento) → Colecistectomia de urgência.
O paciente apresenta quadro clínico, laboratorial e ultrassonográfico compatível com colecistite aguda (dor QSD, Murphy positivo, leucocitose, espessamento da parede vesicular com cálculo impactado). A colecistectomia laparoscópica de urgência é a conduta padrão ouro para evitar complicações.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a estase biliar, inflamação e, frequentemente, infecção bacteriana secundária. É uma condição comum que se manifesta com dor intensa no quadrante superior direito do abdome, náuseas, vômitos, febre e o característico sinal de Murphy positivo. A leucocitose é um achado laboratorial comum. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia abdominal, que tipicamente revela espessamento da parede da vesícula biliar, líquido perivesicular e um cálculo impactado. A fisiopatologia envolve a inflamação química e isquêmica da parede vesicular devido à obstrução, que pode progredir para necrose, perfuração e peritonite se não tratada adequadamente. A conduta padrão ouro para colecistite aguda é a colecistectomia, preferencialmente laparoscópica e realizada de urgência (nas primeiras 72 horas do início dos sintomas). A antibioticoterapia é um tratamento adjuvante importante para cobrir possíveis infecções bacterianas. A cirurgia precoce minimiza o risco de complicações graves e facilita a dissecção devido à menor inflamação.
Os critérios incluem dor em quadrante superior direito, sinal de Murphy positivo, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos como espessamento da parede da vesícula biliar (>4mm), líquido perivesicular e cálculo impactado no colo ou ducto cístico.
A colecistectomia de urgência (preferencialmente laparoscópica) é o tratamento definitivo para colecistite aguda, pois remove a fonte da inflamação e infecção. Realizá-la nas primeiras 72 horas reduz o risco de complicações como perfuração, abscesso e sepse, além de facilitar o procedimento devido à menor inflamação local.
A colecistostomia percutânea é uma opção para pacientes com colecistite aguda que apresentam alto risco cirúrgico ou estão em estado crítico, servindo como uma medida descompressiva e drenagem temporária. Não é o tratamento definitivo, mas pode estabilizar o paciente para uma cirurgia posterior ou como tratamento paliativo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo