Colecistite Aguda: Classificação pelo Guideline de Tóquio

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2023

Enunciado

Uma mulher de 47 anos, procura o pronto socorro com queixa de dor intensa em hipocôndrio direito há 72 horas, náuseas, vômitos e sensação de febre. Ao exame físico, apresenta dor a palpação em hipocôndrio direito, com interrupção da inspiração. FC: 80 bpm e PA: 120x80 mmHg. O ultrassom de abdômen evidencia espessamento da parede da vesícula biliar, com líquido perivesicular. Possui amilase de 110 U/L e leucócitos de 19.000/mm3. Segundo o guideline de Tókio de 2018, podemos afirmar que se trata de uma colecistite aguda:

Alternativas

  1. A) Leve, Grau I.
  2. B) Moderada, Grau II.
  3. C) Severa, Grau IV.
  4. D) Severa, Grau I.
  5. E) Severa, Grau III.

Pérola Clínica

Colecistite aguda: Sinal de Murphy + leucocitose + USG com líquido perivesicular = Moderada (Grau II).

Resumo-Chave

O Guideline de Tóquio 2018 classifica a colecistite aguda em graus de severidade (I, II, III) baseados em sinais locais, sistêmicos e achados de imagem, o que direciona a conduta terapêutica, especialmente o timing da colecistectomia.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. É uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns. O diagnóstico precoce e a estratificação da severidade são fundamentais para guiar o tratamento e o momento da colecistectomia. O Guideline de Tóquio 2018 é uma ferramenta amplamente utilizada para o diagnóstico e classificação da severidade da colecistite aguda. Ele divide a doença em três graus: Grau I (leve), Grau II (moderada) e Grau III (severa), com base em critérios clínicos (sinal de Murphy, dor em hipocôndrio direito), laboratoriais (leucocitose, PCR) e de imagem (ultrassom com espessamento da parede, líquido perivesicular). A classificação da severidade é crucial para definir a estratégia terapêutica. Pacientes com colecistite Grau II, como o caso descrito (dor > 72h, leucocitose > 18.000, líquido perivesicular), geralmente requerem colecistectomia precoce, mas com maior risco cirúrgico do que o Grau I. O manejo inclui antibioticoterapia e suporte, além da cirurgia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para colecistite aguda?

Os critérios diagnósticos incluem sinais locais de inflamação (Murphy positivo, massa em QSD), sinais sistêmicos de inflamação (febre, leucocitose, PCR elevada) e achados de imagem característicos (espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular).

Como o Guideline de Tóquio 2018 classifica a severidade da colecistite aguda?

O guideline classifica em Grau I (leve), Grau II (moderada) e Grau III (severa), baseando-se na presença de disfunção orgânica, achados inflamatórios locais e sistêmicos, e tempo de evolução.

Quais são os critérios para colecistite aguda Grau II (moderada)?

Grau II inclui leucocitose (>18.000/mm³), massa palpável em QSD, duração dos sintomas >72 horas ou inflamação local acentuada (gangrena, abscesso perivesicular, fístula, enfisema). No caso, leucocitose e >72h de dor, além de líquido perivesicular.

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